Porque mentem eles?

Afonso Luís
Bancário aposentado

Todos nós «apanhamos», de vez em quando, algumas figuras públicas a mentir descaradamente. Nós a observar uma determinada situação, e um interveniente dessa situação a pintar um cenário diferente. Vejamos alguns casos.

No desporto, temos um grande clube como o Benfica que, a atravessar uma fase menos boa, chega ao final de um jogo em que teve uma prestação de baixo nível, do princípio ao fim, e o seu treinador declara: “A primeira parte não foi tão boa, mas fizemos uma grande exibição na segunda parte.” E nós pensamos: “não foi nada disso que aconteceu”.

Na política, aparece nos écrans o secretário geral do PCP a afirmar: “A direita sonha com um novo governo do bloco central”. Ora, nós já verificámos exuberantemente que não é a direita que sonha, mas sim a maioria dos portugueses, a avaliar pelos seus votos no PS e no PSD, de que resulta uma percentagem de cerca de 70% da população a sonhar com essa hipótese, e não a direita tout court. Depois, a líder do Bloco de Esquerda vem dizer: “A crise política é artificial e desnecessária.” E nós perguntamos: “artificial?” mas a crise está aí, no concreto; “desnecessária?” então por que motivo votou o Bloco no chumbo do orçamento? Por fim, ambos afirmam que o primeiro-ministro é que é o responsável pela crise porque ambiciona a maioria absoluta. Também não pega, pois o primeiro-ministro não é propriamente um principiante na política e deve saber que nesta altura não tem hipótese de maioria absoluta, dado o desgaste a que o Governo tem sido submetido. Seria, portanto, quem teria menos interesse em eleições antecipadas.

Fica a pergunta: porque mentem eles? E fica uma hipótese de resposta: Eles mentem porque querem disfarçar a falta de razão que têm.

Afonso Luís
Bancário aposentado

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