“Quanto mais descentralização para as juntas, mais serviço aparece feito”

Foto por Sara Susano

PERFIL

Nome: João Mateus Luís

Data de nascimento: 29 de maio de 1954

Naturalidade: Benedita

Atividade Profissional: Empresário

Porque se candidatou: Tinha iniciado um trabalho há cerca de 20 anos e decidi recandidatar-me precisamente por isso; para atingir objetivos que quero ver concluídos.

ORA DIGA LÁ…

Um país: Portugal

Um livro: “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões

Uma música: A Gaivota, versão cantada por Sónia Tavares no projeto Amália Hoje

Um filme: Qualquer um de Indiana Jones

Um político: Nelson Mandela

 

BENEDITA

População: Cerca de 10 mil habitantes

Último presidente de junta, eleito, anterior:

Maria José Filipe

Primeira obra que quer realizar: Gostava de concretizar muito rapidamente a ALEB (Área de Localização Empresarial da Benedita) mas, para já, é nossa intenção, desenvolver agricultura para distribuir géneros pelas pessoas mais carenciadas. Assim, a loja social passará a ter também produtos agrícolas produzidos por nós. Para isso precisamos de pessoas que tenham terrenos que não os amanhem e que os queiram emprestar à junta, mediante protocolos com o período deste mandato.

 

Quais são os principais problemas em concreto que a Benedita enfrenta?

A Benedita neste momento enfrenta problemas sociais muito grandes que têm a ver com a falta de desenvolvimento empresarial. Quando me recandidatei foi também porque, a este nível, houve alguns problemas que ficaram pendentes como a Área de Localização Empresarial da Benedita (ALEB). É objetivo deste executivo, e já foi objetivo há 20 anos, tentar localizá-la naquele sítio [Quint da Serra]. Felizmente foram desenvolvidos alguns trabalhos e está tudo muito bem encaminhado.  

O que pode a junta fazer neste sentido?

A junta tem uma palavra importante no sentido de pressionar a quem de direito, como a Câmara Municipal de Alcobaça. Ainda há dias tive uma reunião na câmara, com o presidente Paulo Inácio, e voltámos a falar da ALEB. Considero que o presidente está em sintonia comigo. É certo que as dificuldades são muitas, mas penso que ele irá fazer um esforço no sentido de isso vir a ser uma realidade dentro de algum tempo.

 

Como tem sido até agora gerir a freguesia?

Não é fácil gerir uma freguesia com esta dimensão sem receitas, sem recursos, numa situação económica como esta. Mas temos que tentar gerir da melhor forma possível. Temos pessoas a trabalhar através dos antigos POC’S que não nos obrigam a custos e que ainda assim fazem trabalho de qualidade. São pessoas que trabalhavam como pedreiros, por exemplo, e que hoje estão-nos a prestar aqui alguns serviços a custos muito baixos.

 

Quais as diferenças na Benedita relativamente há 20 anos?

A maior diferença é em termos de maquinaria. O executivo anterior equipou esta junta com um trator com as alfaias todas, que dá muito jeito a qualquer freguesia, e também com uma carrinha. Agora vamos adquirir um novo cilindro para tapar esses buracos que andam por aí.

 

Que outras obras considera relevantes para a freguesia?

Muitas, mas se olharmos agora para a Benedita, as estradas estão um caos. Por ordem de prioridades, temos que fazer algumas estradas. Ainda não agendei com o presidente de câmara, mas temos que agir já nas que são mais prioritárias e depois ir para as obras necessárias como a ALEB e a Feira do Gado. Ainda agora falei disso com o presidente de câmara. Relativamente à Feira do Gado, é uma área interessante em que se têm que criar as condições; tem que ser alcatroada para podermos desenvolver ali a Feira do Gado, onde já funcionava.

 

Como está a situação financeira da junta?

Herdámos algumas dificuldades agora, mas há 20 anos também foi assim. Portanto, temos que fazer uma gestão ao tostão e estamos a limpar o passivo. Há algumas questões do anterior executivo que estamos a tentar resolver e estamos a gerir isto com muito cuidado até limpar todo o passivo. O meu objetivo durante este mandato é que os fornecedores recebam até, no máximo, 30 dias. Quanto ao passivo anterior, vamos negociando e vamos pagando à medida que nos for possível.

 

Qual é o pilar de crescimento da freguesia e o que pode a junta fazer para apoiar o crescimento?

São as empresas e, por isso, há que criar a zona empresarial. Já fui abordado por cinco industriais de fora que se querem fixar na Benedita. Isso seria muito bom para nós, sem falar nos postos de trabalho que iriam ser criados. Penso que é por aí que temos que seguir, temos que criar riqueza para combater noutras áreas. Este executivo, durante a campanha, preocupou-se muito com a questão social, questão essa em que estamos a tentar apostar ao máximo.

 

A câmara municipal pretende estabelecer um protocolo de descentralização de competências para as juntas de freguesia. Qual é a sua opinião sobre este projeto?

Sei que a nova lei de competências vai trazer mais competências para a junta. Segundo o que ouvi numa reunião da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), iríamos ter mais responsabilidades, pelo menos a nível de dinheiros. Quanto mais for descentralizado para as juntas, mais serviço aparece feito. Disso não tenho dúvidas porque as juntas, como estão mais próximas das pessoas, gerem melhor o dinheiro. Se essas novas competências vierem acompanhadas de dinheiro, então faz todo o sentido as juntas terem mais competências.

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