“Quero ser médica porque é a única coisa que me imagino a ser”.

Entrevista a Alice Vicente, aluna do Externato Cooperativo da Benedita, e uma das melhores alunos do concelho de Alcobaça, com média final de 18.2, no curso de Ciências e Tecnologias.

Leia agora a sua entrevista na íntegra.

Com que média terminaste o 12oºano?

Classificação interna final: 18,2

Média de exames: 16,4

– Ficaste satisfeita com os resultados?

– Fiquei satisfeita com a minha média interna, o meu objetivo era que fosse superior a 18. Apesar de ficarmos sempre com a sensação de que conseguíamos ter mais um valor numa disciplina ou outra, posso dar-me por contente. Por outro lado, a média de exames não corresponde de forma alguma ao que ambicionava. Apesar de ter conseguido boas notas a Físico-Química e Português e uma nota razoável a Biologia, o exame de matemática não me correu nada bem. Sentia-me muito bem preparada, mas aparentemente não lidei da melhor forma com a pressão, o que se refletiu no meu desempenho.

A que se deve o resultado atingido?

– Os meus resultados refletem, acima de tudo, o trabalho e o estudo destes últimos anos. Por mais ou menos predisposição que tenhamos para assimilar e interpretar as matérias que nos são lecionadas, sem um estudo regular e organizado é muito complicado conseguir boas notas. Haverão exceções, claro, mas eu não sou definitivamente uma delas. Queria, mas não sou. Para além disso, acredito que as minhas notas se devam também ao interesse e curiosidade que sempre tive pelas próprias disciplinas, despertado pelos fantásticos professores que sempre me acompanharam. Naturalmente, se gostamos daquilo que nos é ensinado, procuramos saber mais sobre o assunto e, assim sendo, mais esclarecidos ficamos.

Que curso e que universidade pretendes ingressar? – Porquê esta opção?

– Neste momento, a minha primeira opção é Medicina Dentária na Universidade de Coimbra. Honestamente, desde sempre o meu verdadeiro objetivo é tirar Medicina, no entanto, devido ao dito exame de matemática, é extremamente improvável que consiga entrar este ano. Assim, como tantos outros, uma vez que os cursos são idênticos e têm cadeiras equivalentes, vou optar por fazer o primeiro ano de Dentária e tentar entrar novamente em Medicina para o próximo ano. Não era exatamente o que tinha planeado, mas certamente vai ser um ano muito produtivo e enriquecedor.

Porquê a medicina? Desde sempre senti um imenso fascínio pelo corpo humano, no seu todo, e especialmente pelo cérebro. É preciso um equilíbrio fenomenal para que consigamos viver e eu quero conhecer o que está por detrás desse equilíbrio e, se possível, descobrir mais qualquer coisa. Acima de tudo, quero fazer a diferença na vida das pessoas dando-lhes aquilo que de mais básico e precioso podem: ter saúde. Quero ser médica porque é a única coisa que me imagino a ser.

Como foi a tua dedicação ou plano de estudos durante o 10, 11 e 12º anos?

– Durante estes anos de secundário a escola foi sempre a prioridade máxima. Apesar de ter outras atividades, como o hóquei e a música, quando entrei para o 10º ano já tinha os meus objetivos bem definidos e sabia que para isso tinha de me dedicar seriamente aos estudos. Aquilo que desde logo facilitou em muito o “trabalho de casa” foi o “trabalho de aula”. De facto, estando atenta nas aulas e relendo a matéria no próprio dia, em casa, conseguia compreender e assimilar quase tudo. Depois, obviamente, esforçava-me por fazer resumos e esquemas em certas disciplinas e, claro, por estudar com antecedência para os testes. Com organização, ainda sobrava tempo para treinar, ensaiar e, às vezes, dormir!

Que objectivos tens para o futuro?

– O meu objetivo para o futuro é, como para a maioria das pessoas, ser feliz! Como? Quero ser feliz a fazer aquilo que gosto, acima de tudo. Neste momento, creio que isso passará por ser médica e tratar das pessoas, mas quem sabe se não mudo de ideias e não me torno na dentista mais feliz do mundo…!

Que mensagem/conselho queres deixar aos teus colegas ainda no secundário?

– Para os meus colegas que ainda estão no secundário digo que se esforcem, pois apesar do estudo poder parecer agora uma perda de tempo, é esse estudo que, no fundo, vai ditar o vosso futuro. Apesar disso, não se deixem consumir pela escola, afinal, com uma boa gestão do tempo, consegue fazer-se quase tudo. O desporto, a música, o teatro, ou outras atividades que vos agradem, são uma excelente forma de tirar a cabeça dos livros, de forma produtiva e recompensadora. Com trabalho, vontade e entusiasmo há tempo para tudo, por isso sigam os vossos sonhos!

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