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Região. Emigrantes da região partilham tradições de Natal longe da pátria

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Romeu Rodrigues, natural do Vimeiro, na Dinamarca

Um Natal com muita neve é o que se espera na Dinamarca, país onde se encontra Romeu Rodrigues, de 35 anos. Há quase dois anos neste país conta que o Natal na Dinamarca designa-se “por Jul e lê-se Yule” e que nesta época, “tal como nos filmes de Natal, existe um extra no ar”, surpresas que acontecem, como uma banda filarmónica de “pais” e “mães” Natal, num supermercado local. “A tocarem os êxitos dinamarqueses de Natal, onde as pessoas se juntam e cantam com o passar da banda”, refere o vimeirense que trabalha numa empresa nacional de entregas. Segundo Romeu Rodrigues, “nesse supermercado colocam-se dezenas de botas de Natal penduradas à entrada e saída, cada uma com um nome de uma criança”. A ideia, explica, “é os pais colocarem uma bota com o nome dos seus filhos e aleatoriamente, quem quiser tornar o Natal mais preenchido, dessa criança, põe um pequeno presente lá dentro”, desvenda. O vimeirense conta ainda que “há um livro de músicas natalícias entregue às pessoas na noite da consoada e que, depois de se colocar a árvore de Natal num local da casa onde se possa dançar, se dança à volta dela e cantam-se essas músicas”.
Na Dinamarca, acrescenta, “existe também um ritual chamado Julefrokost, o almoço de Natal”, em que “se servem à mesa as comidas tradicionais do país”. Como a medister, uma espécie de salsicha com cerca de 500g cada, frita em manteiga; o sild, um peixe tradicional deste país que é servido depois de marinado em vinagre, cebola e bolas de pimenta; os frikadeller, uns bolinhos de bacalhau, de salmão ou de carne; a pasta de fígado de porco, com bacon, aquecida para servir com pão; a bebida snapps, a tradicional aguardente dinamarquesa; e as famosas cervejas nacionais: Royal, Carslberg e Tuborg).

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