Vida

Região. Novos testemunhos de alcobacenses do seu Natal além-fronteiras

Cristina Macrino Timor (12)

Cristina Macrino, do Bárrio, em Timor Leste

“Viver o Natal em Timor é sentir o presépio de Belém em muitas dimensões humanas, sociais e espirituais”, diz a Irmã Cristina Macrino. Natural do Bárrio, a enfermeira está em missão em Timor Leste há quase oito anos. “Oito anos de aventuras, desafios, momentos suspensos de esperas mas também de superação de dificuldades e alcance de múltiplos objetivos em que Deus está à frente a ‘comandar o navio’ da vida e que nos dá todas as motivações para sentirmos que, de facto, tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

A Irmã Cristina conta que “o povo de Timor tem um sentido muito genuíno do Natal, centrando-se exclusivamente no quadro do presépio”. Um presépio que, como descreve, “é feito com os mais variados materiais consoante as possibilidades económicas de cada família ou de cada aldeia e cidade”. E acrescenta: “curiosamente em cada rua ou bairro é feito o presépio central e aí se juntam as pessoas para conviver, conversar e fazer a sua sala familiar”. Este é ali “um símbolo obrigatório destacando-se das luzes e pinheiros”. A festa de Natal é preparada em cada aldeia um mês antes: com ensaios para a Missa do Galo e Missas de Natal celebradas a seguir ao dia de Natal, de 26 a 1 de janeiro. “Preparar o espaço à volta da capela e pensar sempre como vai ser o presépio para o ano corrente é de facto uma preocupação comunitária”, sustenta, destacando ainda não haver troca de prendas e o sentido da família reunida para comer um bom jantar. Na festa, come-se ali “mais carne e mais hortaliças variadas e alguns bolos que o mercado oferece”. Em suas palavras, ali a tradição “ é a participação ativa na celebração natalícia, vestir uma roupa brilhante e vistosa e, no final, beijar o menino Jesus com toda a devoção”.

Outras notícias em Vida