Educação

Região. Um Olhar sobre a indisciplina na escola

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“Um aluno transferido em janeiro para a turma do meu filho, diz-se que por ter sido expulso do Centro Escolar de Alcobaça por mau comportamento, desde então até agora, poucos foram os dias em que o meu educando não relatou episódios do colega, que se pautam por rebeldia, mau comportamento, desobediência e acima de tudo violência, na sala e nos recreios”. O desabafo é de um encarregado de educação de uma escola próxima da cidade também do Agrupamento de Escolas de Cister que recebeu o aluno problemático.
O ALCOA sabe que os encarregados de educação da turma que o aluno frequentou no 3º ano no Centro Escolar, no final do último ano letivo, solicitaram à direção do agrupamento que a criança mudasse de turma por causa de queixas constantes de agressões. Assim aconteceu, mas devido a episódios alegadamente graves, em janeiro, o aluno voltou a ser transferido, desta vez para outra escola do agrupamento.
Medida que não resolveu o problema. Conforme relata o encarregado de educação, os comportamentos violentos e de intimidação dos colegas continuaram desde o 1º dia na nova escola. Recentemente, “o referido aluno agrediu um colega com um pontapé violento nas ‘partes privadas’ (palavras do meu educando), sendo que esse colega caiu, ao chão, a chorar”. Como o seu educando e outro aluno, foram em socorro do colega agredido, o aluno “agressor desmentiu que tenha sido ele, e por fim, não contente, tentou agredir o meu educando”. Este encarregado de educação agradece à diretora da escola e ao professor da turma “não só pelo que têm feito pelo meu educando, mas pelo que fizeram após a entrada do aluno, tentando levar ‘a cruz ao calvário’ o melhor que puderam”. Por fim, apela: “gostaria de dizer à direção do Agrupamento de Escolas de Cister, que todas as crianças têm direito à sua inclusão, mas transferir uma criança de escola em escola com este comportamento não é solução, perturbando aulas e agredindo colegas por onde passa”. O ALCOA também solicitou declarações ao diretor do Agrupamento de Escolas de Cister, mas até ao fecho de edição Gaspar Vaz não respondeu ao nosso contacto.

 

(Saiba mais na edição impressa e digital do jornal O ALCOA  de 13 de junho de 2019)

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