Rogério Raimundo. “Planear com todos é fundamental”

Rogério Raimundo é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Alcobaça

É novamente candidato ao concelho de Alcobaça. Porque resolveu, de novo, entrar na corrida?
A CDU é um coletivo que trabalha ouvindo a opinião de todos. Nas eleições para a câmara, assembleia municipal e freguesias, temos 33 medidas alternativas às políticas do PSD. Muitas dessas vão contra o ritmo e as ideias que têm sido implementadas. Em 2017, saí com um plano estratégico aprovado e consensualizado, que incluía 52 medidas fundamentais. No entanto, quase nenhuma foi concretizada ao longo de oito anos, o que demonstra que há muito por fazer. A nível pessoal, sinto-me bem, por isso acredito que posso dar um bom contributo.

Que propostas concretas apresentam?
Temos muitas propostas nas 33 medidas. A Câmara tem o pelouro da felicidade mas como podem ser felizes pessoas sem habitação ou sem dinheiro para pagar a casa, a renda, o empréstimo? A coesão do concelho exige crescimento da cidade, mas também das freguesias, que enfrentam o mesmo problema. Não queremos perder os jovens, nem transformar isto num interior esquecido. A habitação é decisiva. O PRR permitiu a muitas câmaras avançar algumas já concluíram obras. Aqui, em quatro anos, nem sequer temos a pedra da inauguração. Outra questão prioritária é a saúde. O Hospital de Alcobaça tem poucas respostas e valências. A ligação a Leiria tem sido útil, mas ouvimos muitas reclamações e reivindicações. Felizmente, a nova administração respondeu a quase todas. A unidade de internamento de curta duração já funciona, mas precisamos de mais respostas locais, para evitar deslocações – especialmente de grávidas. Também falta uma unidade de cuidados continuados. Há boas respostas na terceira idade, mas é preciso reforçá-las. Esta unidade é essencial como transição entre hospital e domicílio. Perdemos muitos jovens e temos hoje uma população envelhecida, mas com méritos e capacidades. Devemos criar soluções com instituições locais, para que estas pessoas não fiquem isoladas, mas se sintam úteis à sociedade. Este é um dos projetos que apresentaremos. Sabemos que tem uma componente estatal – é da responsabilidade da Segurança Social –, mas acreditamos que, para desenvolver o concelho, a Câmara tem de interagir com as políticas nacionais e europeias.


Quais os maiores problemas que o concelho enfrenta? E o que faria para os resolver?
É a governação. Conseguimos descentralizar algumas reuniões de câmara – poucas –, mas planear com todos, seja uma pequena ou grande obra, é fundamental.

(saiba mais na edição de 25 de setembro)

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