Opinião

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Segredos da Paz

Recuemos, neste Natal, ao século VIII antes de Cristo. Nesta viagem no tempo encontraremos o profeta Isaías, que, numa linguagem poética e (passe o pleonasmo) profética, como que anuncia uma paz universal. Já não será o rico contra o pobre, o poderoso contra o fraco, o violento contra o pacífico. Diz-nos Isaías que “o lobo viverá com o cordeiro e a pantera dormirá com o cabrito” e ainda que “o bezerro e o leãozinho andarão juntos e um menino os poderá conduzir”.

Trata-se, repito, de uma linguagem poética, se atentarmos na Natureza tal como ela se nos apresenta. Mas não deixa de ser uma linguagem que aponta para uma atitude de aproximação e de paz entre todos os seres vivos. Já não faz sentido haver tiranos e opressores de um lado, vítimas e oprimidos do outro. “A vitela e a ursa pastarão juntamente, suas crias dormirão lado a lado; e o leão comerá feno como o boi”. Quando o profeta acrescenta que “a criança de leite brincará junto ao ninho da cobra e o menino meterá a mão na toca da víbora” leva-nos a sonhar com um mundo irreal.
Teria sido nestas passagens de Isaías que Walt Disney se inspirou para os seus magníficos filmes? Até parece. Vendo esses filmes, sentimo-nos transportados à época de Isaías e aos seus textos. Por outro lado, a linguagem (poética? profética? subversiva?) que nos é dado apreciar convida-nos a avançar oito séculos na História. Para nos determos na Judeia sob o jugo de Roma, e num Rabi que ali foi julgado e crucificado.

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