As recentes eleições presidenciais colocaram em confronto duas perspetivas: uma democrática e outra não democrática. Esta última, representada por André Ventura, prometeu dar “um murro na mesa”. De que forma e com que meios? Apresentou várias hipóteses: “O país precisa de três Salazares”; “Acabar com a corrupção e a roubalheira”; “Pôr na cadeia todos os corruptos”; Sócrates vai ser preso, bem como os que são iguais aos Isaltinos”; “Menos impostos e mais saúde”; “Transformação do sistema político”. Como se vê, todas as promessas são vazias de sentido, não há respeito por regras nem por leis. Sabemos que nas últimas décadas já houve vários Andrés Venturas por essa Europa fora, mas nenhum pesou na vida política dos respetivos países. Claro que não é explicado como conseguir todos aqueles objetivos, tal como não é explicada a origem do sobretudo de cor creme utlizado pelo personagem. O meu amigo Zé Carlos jura que lhe foi oferecido por um deputado do seu partido, o tal que roubava malas nos aeroportos, e que numa dessas malas estaria o referido sobretudo. Quanto ao candidato democrático, refere a professora de economia Susana Peralta, que tem origens no nosso concelho (jornal Público, de 9 de Janeiro passado) “Estou convicta de que, nos confrontos existenciais que nos aguardam – acerca do multilateralismo e da nossa identidade europeia, dos direitos das mulheres e das minorias, do humanismo, dos direitos sociais e da proteção do nosso modelo constitucional – Seguro vai estar do lado certo.” Opinião concisa, que dispensa comentários.
De realçar a breve e importante comunicação ao país do Presidente da República, Marcelo, na véspera do ato eleitoral, que termina assim: “Votar é um ato de liberdade, votar é um ato de democracia”. Pois os portugueses votaram na liberdade, votaram na democracia.
Leia o artigo de opinião na edição de 12 de fevereiro de 2026





























