Opinião

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Também nós

No último artigo, foi referido que o país se encontra em demissão coletiva perante os graves problemas sociais que se vêm acumulando. A demissão verifica-se em quase todo o território nacional, apesar do esforço notável realizado por inúmeras entidades dos setores público e privado. O concelho de Alcobaça não foge à regra; por isso também nós estamos em falta; e esta falta é tanto mais lamentável quanto está ao nosso alcance atenuá-la através de iniciativas simples e pouco dispendiosas.
Uma dessas iniciativas consistiria na existência de um grupo de ação social em cada paróquia, sem prejuízo de outros grupos não confessionais; bom seria que ele integrasse representantes de todo território da freguesia, a fim de não ficar excluído nenhum caso social. E, para que o grupo funcione razoavelmente, não precisa de possuir meios de solução dos problemas sociais; bastar-lhe-á que esteja em contacto com as pessoas e famílias necessitadas, prestando as ajudas possíveis e cooperando no acesso a outras entidades. Uma segunda iniciativa recomendável consiste na articulação estreita entre esses grupos e os serviços profissionalizados de ação social, públicos e privados. A articulação poderia concretizar-se através da facilitação dos contactos para o tratamento de cada caso social, bem como através de reuniões de trabalho periódicas. Também seria desejável a cooperação na formação de todos os agentes envolvidos, tanto voluntários como profissionais. A terceira iniciativa recomendável depende, especialmente, das autarquias locais, e consiste na criação, em cada freguesia, da respetiva comissão social. Nos termos da lei, a comissão integra representantes de todas as entidades, públicas e privadas, que atuam no domínio social. Com tal representação, a comissão social de freguesia pode contribuir para que as diferentes entidades evitem duplicações e não excluam nenhum caso social. A quarta iniciativa consiste na elaboração, tratamento e difusão de estatíticas sobre os casos sociais atendidos e acompanhados. Tais estatísticas possibilitariam a melhor consciência coletiva dos problemas sociais em todo e concelho, e serviriam de base a propostas de medidas de política.

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