Memória

Turquel. José Diogo Ribeiro – A Instrução Popular

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No final do século XIX, 76% da população portuguesa maior de 7 anos não sabia ler nem escrever. Num contexto da renovação política e pedagógica, o poeta João de Deus publicou a Cartilha Maternal (1876), que se destinava a servir de base a um novo método de ensino da leitura às crianças. José Diogo Ribeiro, que ingressara no magistério em 1871, lecionando inicialmente na sua terra natal, viria a ser indigitado pela Câmara Municipal de Alcobaça, em 1878, como introdutor deste método de ensino.
Na fase inicial da obra de José Diogo Ribeiro, os seus textos evidenciam a importância pedagógica que os elementos tradicionais – em particular os contos, adivinhas, tradições populares e romances – deviam ter na reformulação do ensino básico. No anuário Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro, o turquelense encontrou o espaço privilegiado para cumprir aqueles desígnios. No artigo que o insigne pedagogo alcobacense escreveu em 1879, intitulado “A imaginação popular”, sublinha o papel que o “povo” teria na ação cívica e reformadora da nação, referindo: “A gente dos campos, mesmo porque tem a inteligência menos exercitada, tem o sentimento mais acessível e a imaginação mais viva (…).

 

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