Foi com grande entusiasmo que participei no VII Encontro Internacional das Abadias Cistercienses, no nosso Mosteiro de Alcobaça. Diversidade e inclusão foram as palavras-chave para o encontro deste ano. Quanta pertinência nos dias que correm, quando tantos desastres a nível social ou humano acontecem. Uma vez mais, há um caminho a propor: ser um com os outros. Gosto de pensar em cada alcobacense à imagem dos monges de Cister. Na verdade, somos os novos monges brancos, pelo dom do nosso Batismo. Aqui habitamos, celebramos, rezamos. Sempre prontos a acolher quem visita o Mosteiro, a hospitalidade está no sangue dos cistercienses. E hoje continuamos a conservar em nós o desejo de bem receber. É sempre uma experiência enriquecedora caminhar pelas naves da Igreja e contemplar os rostos de cada pessoa. Cada um é um tesouro. Uma proveniência, uma língua, uma história para contar. Com este espírito bem presente, o Mosteiro não se limitou a ser visitado por reis e rainhas. Também por aqui passou gente simples, mas igualmente importante aos olhos de Deus. Connosco se cruzaram homens e mulheres. Heróis e santos, imagem de Jesus Cristo para nós. Veja-se o exemplo de São Carlo Acutis, visitante do nosso Mosteiro em 2006. Tantos outros santos que não sabemos nomear por aqui terão passado. Mas todos, sem exceção, deixaram a sua marca. É sempre assim. A quem recebe é-lhe dado imensamente mais. Que nos eduquemos sempre uns aos outros para o respeito da diversidade cultural e nos inspiremos para incluirmos a todos, todos, todos, na grande família do Mosteiro.