Simpático, falador, bem disposto, e agora com 100 anos – assim se pode caracterizar Manuel Lopes, o valadense que, no dia 11 de dezembro, celebrou um século de vida. Um aniversário vivido na companhia daqueles que mais ama: com a sua família na sua casinha em Valado dos Frades, onde vive sozinho e se mantém fiel à rotina de sempre: de se levantar cedo, sentar-se no banco à porta e deixar que a «estrada» lhe conte o dia, entre carros que passam e conversas que se cruzam. Foi assim também a 16 de agosto, quando a Volta a Portugal em Bicicleta passou pelo Valado, num daqueles diálogos que nascem sem pressa, que contou a’O ALCOA que faria 100 anos em dezembro. Ficou prometida uma reportagem, que viemos cumprir.
Sobre a sua história de vida, Manuel Lopes recorda a’O ALCOA: “Fui agricultor até aos 42 anos”. Tentou a França, sete meses apenas, “vim farto”, diz com franqueza. Trabalhou cinco meses na Renault, voltou, fez mais um ano de agricultura e empregou-se na Louçarte, onde ficou até à reforma, aos 66 anos. Uma vida construída sempre com as «mãos na obra». “Quando casei, levei uma enxada às costas e uns 20 ou 30 escudos”. Nada mais. Daí para a frente, tudo o que tem foi feito com as próprias mãos. Teve seis filhos, três rapazes e três raparigas, todos vivos, todos por perto, todos unidos. Tem cinco netos e oito bisnetos, o mais novo nascido há um mês. Uma família que “se dá toda bem”, reforça com orgulho. Além da profissão, a música também fez parte da sua vida: integrou durante muitos anos a Banda do Valado.
(Leia a notícia na integra na edição de 18 de dezembro de 2025)