Vem aí uma pior pandemia

Afonso Luís
Bancário aposentado

Se todos nós (a Humanidade) não formos capazes de inverter os efeitos das alterações climáticas, continuaremos a assistir a catástrofes cada vez mais arrepiantes um pouco por todo o planeta. Por isso, António Guterres designou como “código vermelho para a Humanidade” a criação de um grupo de trabalho (mais um) com vista à elaboração de um relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas sobre esta grave ameaça. Os problemas mais preocupantes são o degelo dos mantos polares (Gronelândia, por exemplo), o que provocará a subida do nível do mar, com consequências drásticas para as regiões costeiras, como Portugal; e o aquecimento global, o que causa grande aumento nos fenómenos climáticos extremos, como temos vindo a assistir este ano, o que levou o presidente Joe Biden a afirmar que estes casos vão acontecer cada vez com mais frequência, concluindo: “A destruição vai estar em todo o lado”.
Todos nós poluimos, todos contribuímos para a emissão de dióxido de carbono (Co2). Logo, temos também a nossa quota parte de responsabilidade. Quando observo a colocação de um garrafão de plástico (ai os plásticos) no caixote do lixo comum, havendo ao lado um ecoponto para os plásticos, fica tudo dito sobre a responsabilidade de certas pessoas. Isto também significa que se o ser humano é capaz de negar evidências claras como o coronavirus, mais facilmente é capaz de negar as alterações climáticas, outra pandemia muito mais mortífera do que a que vivemos agora. Sabe-se que o gado vacum é responsável por altas emissões de Co2. Em contrapartida, a vinha absorve grandes quantidades desse gás. Então, vamos lá a reduzir o consumo de carnes vermelhas, o bifinho, e vamos mas é beber mais uns bons copos – tudo a bem do clima.

Afonso Luís
Bancário aposentado

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