A tempestade Kristin atravessou o litoral oeste no final de janeiro com uma violência que deixou também marcas profundas no património religioso e comunitário da Vigararia de Alcobaça-Nazaré. Entre telhados arrancados, capelas destruídas e estruturas históricas fragilizadas, as paróquias tentam agora recompor-se, avaliando danos que expõem a vulnerabilidade crescente destes espaços perante fenómenos meteorológicos cada vez mais extremos.
A passagem da tempestade Kristin, a 28 de janeiro, deixou marcas significativas na região. Na Nazaré, a Igreja de Santo António foi uma das primeiras a sentir a força do vento. As telhas arrancadas já foram repostas pelo Município, mas permanece a incerteza sobre o que poderá ter acontecido no interior. “Ainda não sabemos se a água danificou alguma coisa”, admite a’O ALCOA o P. Salvatore Forte, sacerdote responsável pelas paróquias da Nazaré, Pederneira e Famalicão da Nazaré .
Mais acima, na Pederneira, a Igreja da Misericórdia sofreu apenas danos ligeiros, com algumas telhas soltas. Já a pequena capela no Monte de São Brás terá ficado “completamente destruída”. O sacerdote ainda não conseguiu deslocar-se ao local, mas os relatos que recebeu são claros, e as imagens dos pinheiros vergados em todo aquele vale não deixam dúvidas. “A perda”, sublinha, “é sobretudo simbólica: a imagem de São Brás estava guardada na paróquia, mas o espaço, usado anualmente para a celebração de 3 de fevereiro, que este ano não se realizou, era um ponto de encontro e de memória para a comunidade”.
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