“Vou lutar até ao fim para que Montes faça parte de Pataias”

Foto por Sara Susano

Nome: Óscar Acácio Fortes dos Santos
Data de nascimento: 14 de abril de 1962
Escolaridade: a terminar uma licenciatura de Gestão de Recursos Humanos
Atividade Profissional: Desenhador de moldes
Porque se candidatou: “Da primeira vez nem sequer estava à espera, mas o vereador Hermínio insistiu comigo para eu me candidatar. Isso nunca me tinha passado pela cabeça, não fazia parte dos meus planos. Depois o Carlos Bonifácio também insistiu comigo e eu lá cedi também pelo facto de ser o Dr. Gonçalves Sapinho que estava na câmara.”

A função de autarca é gratificante? Que balanço faz do seu mandato?
É sempre gratificante. Acabamos por tirar sempre tempo à nossa vida. Mas é com gosto. Já vou no terceiro mandato e, desde o primeiro até agora, tem sempre vindo a decair: o fluxo de obras, o fluxo de movimento… e com isto não falo só de grandes obras mas mesmo de apoio da própria câmara com os vários equipamentos, pessoal ou seja do que for. Mas tentamos fazer o melhor possível e com poucos recursos. Para a semana, domingo dia 27, pelas 16h00, vamos inaugurar a casa mortuária.

Quais são os principais problemas que os Montes enfrentam?
Existem pelo menos duas ruas que estão num estado lastimoso em terra batida com casas novas e pessoas a habitar. As pessoas que pagam os impostos não querem ter as suas casas cheias de pó e lama. Outro problema é o facto do saneamento não estar pronto. Gastou-se muito dinheiro e 30 ou 40 por cento da população ficou sem saneamento e possivelmente nunca vai ter porque o projeto foi mal concebido.

E o desemprego? A freguesia tem conseguido assegurar postos de trabalho?
A nível de junta não conseguimos assegurar postos de trabalho. A freguesia tem trabalho apesar de não existirem muitas empresas porque é uma freguesia essencialmente agrícola. Na época da fruta, das podas, há muito trabalho. Os produtores agrícolas são os principais empregadores.

Quais são as obras feitas ou por fazer que considera mais relevantes para a freguesia?
Pouco a pouco conseguimos reconstruir todo o abastecimento de água. Algumas estradas já estão feitas há oito, nove ou dez anos e estão impecáveis, não abateram nada. Está tudo em condições. Temos estradas asseguradas para pelo menos uma década sem serem necessárias grandes intervenções.

Qual é a situação financeira da junta?
Não temos dívidas. Aliás, não temos dívidas porque eu não as quero fazer: entendo que se não as faço a nível pessoal, na junta também as evito fazer. Não ia fazer isso com o dinheiro dos contribuintes.

O que considera ser pilar de crescimento desta freguesia?
A economia da freguesia assenta principalmente na agricultura e penso que neste momento é de manter. É evidente que a agricultura também está a passar por uma fase crítica. Esta ação maciça que a agricultura teve em relação ao calibre da produção reduziu e eliminou milhares de espécies que não tem valor económico segundo os entendidos.
A proposta da união da freguesia de Alpedriz, Montes e Cós é do seu agrado?
Claro que não. Considero-me um daqueles que fez isto dar muitas voltas ao contrário da maior parte dos presidentes de junta que agiram como se o problema não fosse com eles. Aqueles que tivemos que tomar algumas medidas –Alpedriz e Montes sabíamos que pela nossa dimensão poderíamos ser abatidos– tentámos desde o início fazer alguma coisa. Não é num dia ou dois que se resolve um problema destes. Aceitámos fazer a união das freguesias de Montes e de Alpedriz mas não com Cós por razões que tinham a ver com o centro de saúde. Cós tem centro de saúde, Alpedriz tem centro de saúde, o centro de saúde de Alpedriz pertence a Pataias. Se ficasse uma só freguesia, um deles tinha de desaparecer. Não acredito que o Estado mantivesse os dois centros de saúde a funcionar e nós preferimos claramente ser servidos por Pataias, do que ser servidos por Aljubarrota. Montes e Alpedriz juntos conseguiam que o serviço à população melhorasse. Fizemos uma contraproposta viável que era: se perdermos as duas freguesias, preferimos ir para Pataias, porque é em Pataias que temos os serviços: temos os serviços de saúde, de segurança, os bombeiros, a GNR, os serviços das piscinas e de escola. A proximidade a nível de autocarros é muito melhor para Pataias; são uns dez minutos daqui a Pataias. Além disso, muita da nossa população trabalha em Pataias. Não fomos nós que escolhemos os serviços em Pataias, foi o Estado que os pôs lá. Não faz sentido juntarmo-nos com a freguesia de Cós. Sei que houve muitas movimentações políticas, muitas pressões para que Montes e Alpedriz não fossem para Pataias e sei quem as exerceram. Faço questão de que a população de Montes e de Alpedriz nas eleições não se esqueça de quem é que as tentou prejudicar.

Vai recandidatar-se?
Não, porque não posso; e também não, porque não quero.

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