Opinião

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A exploração de pedra em Alcobaça

Numa das últimas reuniões de câmara e a meu pedido, foi analisado o Estudo Técnico sobre a Indústria Extractiva no Cadoiço da responsabilidade da ASSIMAGRA (Associação de Industriais de extracção de pedra).
Tenho a plena consciência que a zona do Vale do Mogo, é uma área sensível e que deve ser devidamente protegida. Por isso, pareceu-me importante que um documento técnico desta natureza merecesse uma reflexão atenta e minuciosa por parte do executivo.
Fiz o trabalho de casa, procurei a opinião de técnicos avalizados e fiz o meu juízo sobre a situação. O relatório apresentado revelou-se um documento de qualidade evidenciando a sensibilidade do local e propondo medidas concretas na defesa e protecção do meio ambiente.
Como é do conhecimento público, no Cadoiço explora-se pedra sem a devida legalidade, pelo que se torna um imperativo resolver este problema e não “assobiar para o lado como se nada estivesse a acontecer”.
A preocupação da vereação foi no sentido de compatibilizar este recurso natural com o meio ambiente e os recursos hídricos das nascentes de Chiqueda o que é sensato e justo.
É minha convicção que este documento, acompanhado de algumas prospecções no terreno, permite dar o passo seguinte, ou seja, o município tomar a iniciativa junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, no sentido de no futuro ser delimitada uma zona extractiva, com regras bem definidas e planos de salvaguarda. Alcobaça precisa de todas as actividades económicas, que ajudem o concelho a criar riqueza, mas sempre de forma sustentada.
Sei que a tarefa não é fácil para o município, mas creio valer a pena seguir com determinação e segurança este caminho. Prefiro encarar os problemas de frente a ignorá-los como se não existissem. Ainda bem que o nosso concelho foi abençoado com tanta riqueza natural, saibamos encontrar as respostas certas e equilibradas!

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