“As competências que irão ser delegadas às juntas terão que ter contrapartida”

Foto por Daniela Ferreira

PERFIL

Nome: Filipa Alexandra Soares Gomes
Data de nascimento: 26 de junho de 1980
Naturalidade: Nazaré
Atividade Profissional: Advogada
Porque se candidatou: Apesar de me considerar uma pessoa jovem, sempre foi meu interesse, sempre gostei da defesa da causa pública e como nos fascina e nos faz querer ser mais e melhores; faz-nos estar juntos dos jovens, em contacto com os idosos, com as entidades que existem na nossa freguesia. É um orgulho poder representar a freguesia desta forma. Foi por esse motivo que eu decidi abraçar este desafio. Não foi uma questão pessoal, ou só uma questão em concreto, foi um crescente envolvimento que eu tenho tido junto da minha freguesia desde muito jovem. Tenho sentido essa necessidade de querer estar sempre presente e poder fazer mais e melhor.

ORA DIGA LÁ…

Um país: Portugal
Um livro: Qualquer um de Dan Brown
Uma música: Chuva, de Marisa
Um filme: Qualquer um de Indiana Jones
Um político: Nelson Mandela

BÁRRIO

População: 1300 eleitores
Presidente de junta anterior: Orlando Pereira
Primeira obra que quer realizar: A nossa loja social. Já temos o espaço físico, só falta concretizar a ideia.

 

Quais são os principais problemas em concreto que o Bárrio enfrenta?
O fraco desenvolvimento económico que a freguesia tem tido e a desertificação ao nível da camada mais jovem. Se houvesse um maior desenvolvimento económico a nível de indústria e serviços, podíamos criar mais emprego, ajudar as famílias e manter os nossos jovens na freguesia. A nível mais palpável, temos algumas estradas que gostaríamos de melhorar se a Câmara pudesse ou tivesse essa capacidade financeira.

Como tem sido até agora gerir a freguesia?
Gerir a freguesia tem sido até agora feito com muita energia, vitalidade, com novas ideias, com o otimismo de querer estar presente em todos os acontecimentos e tentar perceber que lacunas, que melhorias, que projetos, que inovações se podem vir a desenvolver na freguesia. Sou uma das autarcas que pode contar com maior apoio por parte dos antigos autarcas, que conhecem profundamente a freguesia. A pouco e pouco, vou tentando gerir da melhor forma a freguesia, também com o tempo que tenho disponível.

A primeira experiência como autarca, como está a ser?
Tem corrido muito bem, tem sido muito positiva. Já fazia parte da assembleia há oito anos, moro aqui há 33 e sempre adorei envolver-me na causa pública, não só na assembleia. Sempre me recordo de gostar deste convívio e da defesa da causa pública.

Que obras há por fazer que sejam mais relevantes para a freguesia?
A primeira obra a surgir talvez seja o nosso espaço social, dedicado às famílias da freguesia e às instituições que possam necessitar de algum produto que outros possam dar. Há a questão da Casa Amarela, onde a nossa orquestra ensaia e tem aulas de música. Necessita de restruturação a vários níveis; é uma casa centenária e precisa de uma intervenção complexa para as crianças e jovens que frequentam esta casa de cultura poderem ver as suas condições de conforto melhoradas. Também pensamos a longo prazo alargar o cemitério, temos que pensar nisso pois irá ser necessário.

Como está a situação financeira da junta?
Financeiramente não posso dizer que somos uma junta rica, mas felizmente não temos dívidas que nos façam estar alarmados por não termos recursos para fazer face às despesas. Atualmente, temos alguma verba em conta corrente para as despesas mensais. No entanto, gostaríamos de desenvolver a freguesia e, para o fazer, será necessário uma contribuição por parte de entidades que nos possam ajudar a levar a cabo projetos que temos, em prol do interesse e do desenvolvimento do Bárrio.

Qual é o pilar de crescimento da freguesia e o que pode a junta fazer em concreto para apoiar o crescimento?
Não posso dizer que exista um pilar, mas vários. Um dos pilares a olhos vistos é o campo, as terras de cultivo que preenchem grande parte da freguesia e têm tido um uso crescente. Outro que temos são as Parreitas, o nosso centro arqueológico de uma vila romana que povoou o Bárrio. Infelizmente estagnou já há algum tempo, mas se as entidades certas reconhecerem o valor que temos aqui, pode ser uma vantagem para o desenvolvimento. Essa estação reabrindo portas para os turistas é uma fonte de recursos para comércio e serviços. Quem sabe nós pudéssemos usar este recurso para os nossos jovens se enriquecerem com o conhecimento arqueológico ou para criação de novos postos de trabalho…

A câmara municipal pretende estabelecer um protocolo de descentralização de competências para as juntas de freguesia. Qual é a sua opinião sobre este projeto?
A minha opinião é que tem que ser um protocolo muito bem pensado, muito equilibrado. Porque as competências que irão ser delegadas às juntas terão que ter uma contrapartida, ou seja, temos todo o interesse em assumir determinadas competências mas temos que ser realistas e pensar que temos que ter os recursos e meios para as desenvolver e para as conseguir implementar da melhor maneira. O protocolo terá que ser pensado de uma forma justa e equitativa tendo em conta cada caso concreto para que seja eficaz. Mas sim, será uma excelente oportunidade para as freguesias poderem celebrar esses protocolos e poderá dar-nos uma autonomia e maior independência em algumas questões que são do nosso interesse. Convém é perceber se nos vai causar mais dificuldades.

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