Avós. Esse amor tão especial

A 26 de julho, celebra-se o Dia Mundial dos Avós. Se, para um neto, um avô é um tesouro; para os avós é uma felicidade, uma até indizível alegria ver chegar um neto e vê-lo crescer. Quem o diz é Alice Guerra da Silva, Maria Amélia Cordeiro e José Gonçalves. Três avós “babados”, pois claro!

 

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“São as gotas de mel da minha existência; uma paixão que brota na ponta dos dedos”: é com esta ternura que Alice Guerra da Silva, de Alcobaça, fala dos seus netos: Teresa, de 34 anos; João, de 31; Maria, de 25; Margarida, de 23; e António, de 22; a que se juntou a sua “bisnetinha”, Helena, de 3 anos. Alegre e otimista, Alice Guerra foi professora de Educação Visual e Tecnológica, na Escola Frei Estêvão Martins, e designer das empresas de cerâmica Raul da Bernarda e SPAL. Continuando ativa, com aulas de ginástica, música e amigos, não perde pitada de amor na sua relação com os netos, mesmo que estes não vivam perto de si. “Com os netos, há uma relação diferente dos filhos”, mas viveu cada nascimento com a mesma emoção e alegria. “Agora já estão crescidos e cada um seguiu o seu rumo na vida”, mas “sou uma avó como todas as outras: vaidosa”. Recorda como, em pequenos, adoravam ir de férias com ela para o Baleal, onde tem casa. Ali, não esquecendo a educação e as regras, brincavam muito, avó e netos. “Era um verdadeiro trolaró”, diz com humor. Uma cumplicidade que se estende até hoje, em que continuam a poder contar com esta avó “guerreira” a 100 por cento, em todas as circunstâncias ao seu lado. E, tal como a vida, que vive com olhos brilhantes e alegres, a avó Alice saboreia os netos, maravilhada com os seus percursos e conquistas.

 

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“É inesquecível, a confirmação de que a vida continua, um pedacinho de nós vai permanecer”. Assim Maria Amélia Cordeiro, de Aljubarrota, descreve o ser avó. Mariana, com 26 anos; Ana Maria, com 23; e Afonso, com 22, são os três tesouros que enriquecem a vida desta enfermeira aposentada. Falando deles, descreve a relação como uma sensação nova, mas mais livre de responsabilidades, quase de avaliação de um trabalho contínuo de aprendizagem. “É a continuidade; aquele pedacinho de gente acabado de chegar vai entrar nas nossas vidas, preenchê-las e dar testemunho daquilo que os pais e os avós lhes conseguirmos passar em amor e conhecimento”, destaca. Numa relação franca, amorosa e muito verdadeira. “A realidade é nosso apanágio”, sustenta. Ainda sobre essa cumplicidade, onde lhes procurou passar os valores que lhe foram transmitidos, tendo por base o amor, o respeito e o perdão, afirma: “gosto de lhes chamar a atenção para a natureza e a beleza que ela encerra, escutar os sons e os silêncios, enfim”. E vai segredando como é importante “estar atento ao que nos rodeia, dar os nomes às flores”, contando “como era a vida na minha infância”, ensinando que “amar é não querer para os outros o que não queremos para nós”. Um amar que lhe enche o coração, quando lhe telefonam a perguntar como se faz uma receita de culinária.

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“Uma felicidade imensa”. É com a simplicidade nas palavras, mas com muito sentimento no coração, que José Gonçalves, diácono nas paróquias de Évora de Alcobaça e de Turquel, fala dos seus netos: Miguel, de 17 anos; Carolina e Mafalda, gémeas de 14 anos; Lara de 10; e Simão, de 7 anos.
Há 35 anos em Turquel, José Gonçalves, que foi bancário, conta que sempre que recebeu a notícia de que ia ser avô, no seu coração sentia uma explosão de alegria, “por esse sentimento de continuidade”. Tanta alegria em ver a família a aumentar, que, em alturas tantas, comprou um jipe de nove lugares para poder transportar a todos.
Sempre que se encontram todos “é uma festa”, música para os seus ouvidos. Literalmente, uma vez que todos os seus netos aprendem música, o que resulta em grande animação pelo Natal, com notas a encher o silêncio de outros dias. Outro dos momentos que José Gonçalves, conhecido carinhosamente como o “avô Zé”, regista são as atividades ao ar livre, mais frequentes quando eram mais novos e ali vinham passar férias: “eles sempre gostaram muito, por exemplo das caminhadas”. Apesar desta relação de carinho, amizade e cumplicidade, há obviamente que manter o respeito e a educação “que sempre lhes procurei transmitir e eles souberam adoptar”. E garante: “são uns netos educados e sobretudo com bons sentimentos”. E não hão de assim encher de deslumbramento o seu coração de avô?

 

 

 

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