Cristina Maria. “Continuo à espera do convite para cantar no nosso monumento”

Catarina Reis
Jornalista

Cristina Maria, escultora e fadista dos Montes, apresenta a 27 de maio, no Mosteiro da Batalha, o seu trabalho “Ponto do Regresso”. Este seu 5.º álbum assinala os 15 anos de carreira, depois de já ter editado “O outro lado”,”Percursus”, “A voz das mãos” e “Livremente”. Paralelamente ao fado, sobressai-lhe a paixão pela escultura, tendo como uma das obras de maior referência a Rosácea do Convento de S. Francisco, em Santarém. O ALCOA foi conhecer melhor a artista que tem, nestas duas artes, a ligação perfeita da sua vida.

O que apareceu primeiro na sua vida: a música ou a escultura?
Em termos físicos e se nos situarmos no espaço, a música nasceu primeiro porque canto desde os 9, 10 anos. Já passei por várias áreas da música, mas há 15 anos estou dedicada profissionalmente ao fado. Sou escultora, mestre de Cantaria Artística, formada pela Escola de Artes e Ofícios na Batalha, curso que, mal terminei, aos 17, 18 anos, comecei de imediato a trabalhar. Por isso, é na escultura que desenvolvo a atividade principal há mais anos.

Como se descreve nestes dois papéis?
Sou uma apaixonada por estas duas artes. É o casamento perfeito na minha vida. Considero-me uma alma pura, bastante sonhadora, mas que detém um total respeito pela tradição, não só a nível do fado, mas também da escultura.

Como descreve este seu último álbum?
Este 5.º álbum é um tributo aos autores e compositores que escreveram para mim ao longo destes 15 anos. Temas e composições que têm tido um contributo muito forte no meu desenvolvimento artístico. Apresentado no formato de livro mais CD, é o retrato ao nível da poesia e da música dos autores e dos compositores com quem tenho trabalhado ao longo dos anos.

Quando está a trabalhar na parte da escultura, ouve o seu fado?
Sim. Às vezes, tenho de me dissociar um pouco, mas noutras é por necessidade. As duas artes cruzam-se num só sentimento que é o meu. É muito natural que a fadista entre pelo atelier adentro, porque está em mim, e que ouça fado quando estou a criar. Assim como quando subo ao palco, muitas vezes, sobem as obras de escultura comigo também.

Saiba mais na edição impressa e digital de 26 de maio de 2022.

Catarina Reis
Jornalista

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