D. Manuel Clemente. “A intensidade de vida cristã foi o que mais me marcou”

Catarina Ferreira Reis
Jornalista

Está prestes a completar 76 anos. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, atualmente Cardeal- -Patriarca Emérito de Lisboa, tem tido uma vida muito completa, preenchida pela dedicação e serviço à Igreja. Nela, conta-se a reitoria do Seminário Maior dos Olivais, as funções de bispo do Porto, bispo auxiliar de Lisboa, Cardeal-Patriarca de Lisboa, bem como a presidência da Conferência Episcopal, entre tantas outras.
Doutorado em Teologia Histórica pela Universidade Católica Portuguesa, é conhecedor e apreciador de livros. Leituras complementadas com uma vasta obra publicada, em que a história e a fé se destacam. Um trabalho que lhe mereceu, em 2009, o Prémio Pessoa, com distinção para o brilho intelectual deste teólogo e historiador.
Enquanto Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente esteve várias vezes nas paróquias de Alcobaça e da Nazaré. Em entrevista a’O ALCOA, com a simplicidade e a proximidade que o caracterizam, fala desta nova etapa da sua vida e de alguns temas que têm marcado a atualidade da Igreja.

Quem é verdadeiramente o D. Manuel Clemente?
Sou um cidadão como todos os cidadãos, que nasceu e vai fazer 76 anos em julho. Nasci em Torres Vedras. Sou um Oestino que depois da minha vida de estudante, após me formar em História, bati à porta do Seminário dos Olivais, onde fui aluno de 1973 a 1979. Depois fui ordenado padre e assim fiquei. Fui padre em Lisboa durante 20 anos, e a seguir fui nomeado bispo. Bispo auxiliar de Lisboa e depois bispo do Porto e vim novamente para Lisboa, mas como Patriarca.

O que faz um Cardeal-Patriarca Emérito?
De tudo um pouco. Eu costumo dizer, a brincar, que, até setembro passado, quando exercia essas funções de patriarca, tinha um estabelecimento, que era a Diocese de Lisboa, agora sou caixeiro-viajante porque vou a todo o lado e, portanto, estou hoje aqui em Alcobaça, como para a semana estarei no Algarve, como depois irei a Roma, enfim… Estou um pouco por todo o lado, onde me vão pedindo isto e aquilo. Nesse sentido, tenho a vida mais cheia e mais dispersa do que tinha antes.

Saiba mais na edição impressa e digital de 27 de junho de 2024

Catarina Ferreira Reis
Jornalista

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