Opinião

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Ele é despojado das suas vestes

A Humanidade sabia desde tempos muito antigos que Deus se haveria de revelar. Aliás, Ele sempre esteve entre os homens, desde a sua criação: no Éden; na travessia do deserto; na predição da gravidez da mulher de Jacob; na antecipação da “fuga” a Herodes, para o Egito; entre os Doutores da Lei; nas bodas de Canã; no milagre da multiplicação dos pães e dos peixes; no amainar das águas do oceano; na sua entrada triunfal em Jerusalém; na sua prisão e no sofrimento da sua crucifixão e da sua morte, no madeiro da cruz e na sua Ressurreição.
A Humanidade viu-Te nascer, crescer e morrer. Estiveram conTigo, apreciaram todos os Teus feitos, tocaram-Te, conviveram conTigo, viram-Te, conheceram-Te, mas não Te reconheceram, não Te defenderam e rejeitaram-Te, apesar de, com suas próprias mãos, Te ter despido das tuas próprias vestes!
“…A Deus, nunca ninguém o viu…”, pode ler-se, no livro do Êxodo…
Tu que marcaste tantas e tantas vezes, a Tua presença, no meio dos homens (que Tu próprio criastes), através de muitos feitos gloriosos, não foste reconhecido!
“…Faça-se o Homem à nossa imagem e à nossa semelhança…”!
Até mesmo quando Te revelastes, na imagem da Humanidade, também aí, Te não quiseram ou não souberam reconhecer-Te, à sua imagem (porque igual a eles).
Porém, Tu estás, sempre presente, em todos os homens, em todas as coisas e em toda a parte, quer seja nos céus ou na terra. E, até mesmo, em todo o espaço que não vemos, mas sentimos e sabemos que existe, para lá do Sol, ou dos buracos negros do universo, Tu estás lá.
Tu que humildemente deixastes que Te despissem das Tuas próprias vestes, para mais uma vez Te revelares na Tua Humano-Divindade, a todos como um de nós, abre-nos os olhos, para melhor Te ver e conhecermos. Acalma o nosso coração que anda inquieto, para melhor Te poder aceitar e enche-o do Teu amor, a fim de que confiantes, possamos prosseguir na senda do brilho da Tua luz, para assim melhor Te conhecer e amar.
Ámen.

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