EPADRC. Alunos desenvolvem robô “agricultor”

Foto por Jéssica Calhas

As horas passadas no laboratório do Bloco A da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister (EPADRC) foram muitas, perdendo-se a conta das mesmas. O motivo era o projeto Robôagro-EPADRC que, em fevereiro deste ano, passou à segunda fase do concurso da Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”, a fase do desenvolvimento cujo fim é no próximo sábado, dia 15 de junho. Com principal acompanhamento dos professores de matemática, Lurdes Carvalho e Carlos Freitas, de biologia, Adriana Pessoa, e de química, Carla Monteiro e Ana Vendeiro, os alunos criaram “um robô que consegue ir às estufas medir a humidade do ar e do solo, a temperatura e a luminosidade”, explicou Leonel Carreira, um dos envolvidos no projeto. Assim, com este robô é possível, através de um conjunto de sensores, saber valores de alguns dos fatores abióticos que influenciam o desenvolvimento das alfaces. Para a exequibilidade do projeto, foi necessária toda uma fase de programação dos sensores e funcionamento do robô, uma etapa que, para David Sousa, que trabalhou nesta área com Francisco Amado e João Costa, “foi muito complicada”. “O robô utilizado tem a designação de ‘mini tank’, tendo apenas o sensor de ultrassons para se desviar dos obstáculos”, explicou Carla Monteiro, tendo sido comprado um kit para os restantes sensores necessários. Além do laboratório, houve outro espaço essencial para todo este projeto: a estufa. Lá, o robô, controlado através de uma aplicação, entrou em ação e fez as medições dos parâmetros em estudo. As medições foram realizadas duas vezes por dia, uma no período da manhã e outra no da tarde, havendo um local onde a luz entra de forma normal e outro mais sombrio, tapado propositadamente. No final, todos dados foram analisados estatisticamente com os alunos, de forma a “perceber tudo sobre a alface e como se pode potenciar o crescimento desta”, esclareceu Carlos Freitas. “Desenvolvido dentro do projeto de autonomia e flexibilidade curricular e tendo em conta o perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória”, como Lurdes Carvalho explicou, “o Robôagro-EPADRC nasceu na escola profissional de Alcobaça, promovendo a interdisciplinaridade, e nele estiveram envolvidos cerca de 40 alunos dos cursos de Técnico de Produção de Agropecuária, Técnico de Cozinha e Pastelaria e Operador de Máquinas Agrícolas.
Após esta visita, para O ALCOA trouxeram-se duas alfaces – e uma coisa pode ser garantida: estão e são ótimas! Boa sorte meninos!

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