“Há mais a ganhar do que a perder com a reorganização das freguesias”

Foto por Sara Susano

PERFIL

Nome: Valter António Gaspar de Bernardino Ribeiro
Data de nascimento: 16 de junho de 1974
Naturalidade: Nazaré
Escolaridade: Licenciado em Gestão e Administração de Empresas
Atividade Profissional: Gestor e deputado
Porque se candidatou: Não foi nada pensado. Numa reunião houve alguém que disse que eu seria um bom candidato e eu respondi, em brincadeira, que não podia porque se fosse candidato ganhava e não tinha vida para isso. E disseram-me que se achava que ganhava, tinha mesmo que ser eu. E surgiu assim muito espontaneamente. Sempre tive gosto pela política mas não foi nada que tivesse programado. E depois quando abraçamos um projeto de que gostamos, custa-nos deixá-lo.

ORA DIGA LÁ…
Um país:
México
Um livro: Autobiografia de Bill Gates
Uma música: The Gift
Um filme: A Lista de Schindler. Gosta também “muito do realizador Oliver Stone”
Um político: Sá Carneiro

PATAIAS
População: 7000 habitantes
Primeiro presidente de junta depois de 1974: Horácio de Sousa Ribeiro
Última obra inaugurada: Lar de terceira idade

A função de autarca é gratificante? Que balanço faz destes 11 anos de mandato?
Sem dúvida nenhuma que sim, sobretudo para quem gosta de o ser. Eu penso que se trata de uma função que, para quem gosta de estar perto das pessoas e de ajudar a comunidade, tem aspetos interessantes. O balanço destes 11 anos de mandato é extremamente positivo. Nos dois primeiros mandatos, atendendo à própria conjuntura, conseguiram-se fazer algumas obras bastante importantes. Neste mandato, a nível de junta de freguesia acabámos por dar mais importância à questão social. Aí a junta de freguesia sendo aquele órgão que mais próximo está das pessoas e que mais facilmente consegue identificar determinadas situações, deve distinguir as prioridades das populações em cada momento.

Quais são os principais problemas que Pataias enfrenta?
O desemprego acaba por ser, sem dúvida nenhuma, o principal problema. Eu digo, muitas vezes, que há alguns anos atrás, em Pataias só estava desempregado quem queria. Hoje infelizmente já não é assim. Existe um número bastante grande de desempregados. Obviamente que nós queremos sempre mais e temos ambições a nível de determinadas obras que pretendíamos fazer e que pensamos que a médio e longo prazo conseguiremos concretizar.

Pataias tem conseguido assegurar postos de trabalho?
Nos últimos anos, Pataias tem tido um grande problema a nível da indústria do mobiliário. Encerraram bastantes empresas pelo que o desemprego tem vindo a aumentar. Enquanto junta de freguesia, acabámos por criar bastantes postos de trabalho nomeadamente a nível do campismo, das piscinas e das suas atividades e também das atividades da junta de freguesia.

Quais são as obras feitas ou por fazer que considera mais relevantes para a freguesia?
Não costumo dissociar-me das obras porque acaba por ser um pouco um conjunto, em colaboração entre a junta de freguesia, a câmara municipal e as associações. Ao longo destes 11 anos existem algumas obras de grande dimensão que considero extremamente importantes para a freguesia das quais posso destacar, por exemplo, o novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Pataias, o lar da terceira idade, a requalificação das Paredes da Vitória, a Estrada Atlântica com ligação a Pataias e com ciclovia, as Piscinas Municipais, entre outras.

Qual é a situação financeira da junta?
As situações financeiras nunca são muito boas mas as juntas de freguesia também não existem para ter o dinheiro no banco. Penso que mau seria se tivéssemos dinheiro e não estivéssemos a responder às necessidades da população. Mas é uma situação financeira controlada.

Se fosse presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, qual seria a área em que atuaria de forma mais urgente para promover maior desenvolvimento do concelho?
Obviamente que depende da época. Uma coisa é ser presidente de câmara hoje, outra coisa é ter sido há dez anos e outra coisa é ser daqui a dez. Depende sempre do contexto, depende da conjuntura económico-social de cada concelho e do próprio país. Penso que hoje em dia teria que se olhar sobretudo para a questão social, para a questão do turismo e para a descentralização da ação da câmara municipal.

O que considera ser pilar de crescimento de Pataias?
O associativismo tem sido bastante importante na nossa freguesia sobretudo com várias associações e muitas pessoas a trabalharem de forma desinteressada sobretudo a nível das associações. E o turismo pelo potencial que as nossas praias ainda têm porque estão praticamente em estado virgem.

A proposta da união das freguesias é do seu agrado?
Sim, sem dúvida nenhuma. Genericamente, existem freguesias de dimensões bastante pequenas com muito pouca população, com orçamentos muito baixos e com pouca capacidade de resposta às necessidades das populações. Qualquer presidente de junta futuro de bom senso manterá os funcionários da freguesia agregada e também os serviços pelo fator da proximidade que é importantíssimo. Penso que há mais a ganhar com a alteração da lei do que propriamente a perder.

Vai recandidatar-se?
Por um lado nem sei se posso, por outro lado, ainda não é uma decisão que tenhamos tomado.

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