Inglês passa a fazer parte do horário das crianças do 3º ano

Este ano letivo, o ensino do inglês passará a ser obrigatório no 3º ano do 1º ciclo, estendendo-se a obrigatoriedade para o 4º ano no ano letivo de 2016/2017, conforme anunciou, no ano passado, Nuno Crato, ministro da Educação e Ciência .
No Agrupamento de Escolas de Cister – Alcobaça, o Inglês passa a fazer parte do horário dos alunos do 3º ano “e da turma eventualmente associada, dada a necessidade de, em algumas escolas, ser necessária a existência de turmas mistas, englobando o 3º e 4º ano, ou outro ano qualquer”, explica o diretor Gaspar Vaz. O responsável adianta ainda que “houve, de facto, a necessidade de recorrer à contratação de uma professora do novo grupo de docência 120 – Inglês do 1º Ciclo, para além de facilitar a fixação de mais professores desta área disciplinar, quer do grupo 220 quer do grupo 330”.
O Agrupamento de Escolas da Benedita também passou a integrar o inglês no 3º ano na sua matriz curricular. “A carga horária para este ano de escolaridade será assim de 27 horas, mais duas do que era habitual devido à obrigatoriedade da frequência da disciplina”, esclarece a diretora Helena Vinagre. Segundo a diretora da Benedita, para responder às solicitações em termos de docência, tendo o agrupamento neste momento nove turmas do 3º ano, abriu-se concurso para um docente do grupo 120. “Em todos os outros anos do 1º ciclo, a disciplina está inserida nas Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s), sendo de caráter facultativo e lecionado pelos professores destas atividades”, explica Helena Vinagre.
Já no Agrupamento de Escolas de São Martinho do Porto, segundo a diretora Luísa Sardo, “não foi necessária a contratação de nenhum docente, pois existem no agrupamento professores com formação no grupo de recrutamento 120 e com experiências pedagógicas em projetos no 1º ciclo”. Neste agrupamento, quando “as turmas são mistas, a turma é dividida pontualmente e os alunos dos outros anos têm o inglês das AEC’s em simultâneo”, explica Luísa Sardo.
“Parece-me claro que esta medida foi tomada a pensar em grandes centros escolares”, argumenta Gaspar Vaz, porque “em escolas isoladas esta medida é um cabo dos trabalhos para toda a gente: para os diretores que terão de gerir os efeitos colaterais de uma medida que vai introduzir ‘ruído’ nos hábitos de todos; para os professores de 1º ciclo, uma vez que a matriz do seu exercício, em regime de monodocência, está cada vez mais posto em causa; e para os professores destes grupos disciplinares (120, 220, 230) que era suposto trabalharem numa escola e que, agora, se veem transformados em autênticos caixeiros viajantes, indo de terra em terra, levando esta nova boa nova inglesa”.
Entretanto, a partir deste ano, o teste de Inglês Preliminary English Test (PET) deixa de ser de diagnóstico e passa a contar para a avaliação de todos os alunos do 9º ano, também por determinação do ministério.

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