Opinião

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Ou é na escola, ou não vem o tribunal?

Rejeito esta visão ou qualquer tipo de pressão, venha ela de onde vier… Há dois tipos de impostos, os municipais que servem para o município exercer as suas competências, e os nacionais que servem para o Estado assumir as suas responsabilidades e competências como é o caso da Justiça.
Naturalmente que saúdo o regresso da Secção do Tribunal de Família. É uma boa notícia para Alcobaça. Estranho é que o Presidente da Câmara, se apresente como o “único paladino” deste regresso. Relembro que quando este serviço foi transferido para Caldas da Rainha, mereceu a sua concordância expressa.
Do protocolo que o Presidente da Câmara apresentou em reunião de câmara em momento algum é referido quais as áreas necessárias para o funcionamento desta Secção do Tribunal de Família. O que fica claro do protocolo é que o uso das antigas escolas primárias tem como objectivo uma ampliação do Tribunal de Alcobaça.
A minha discordância em relação a este processo centra-se apenas em relação à cedência das antigas escolas primárias de Alcobaça para o tribunal, por considerar este imóvel estratégico para a cidade e para o Município e que devia estar ao serviço dos Alcobacenses. Por isso, apresentei vários serviços municipais para ali se instalarem.
Com o objectivo de dar um contributo para o consenso, porque é minha obrigação, apresentei uma proposta para que os serviços da Segurança Social, (Casa do Povo) se deslocalizassem para o Parque de Negócios de Alcobaça que se encontra com espaço disponível e propus que no edifício vulgarmente conhecido como Casa do Povo, fosse instalada esta secção do Tribunal de família para ficar junto ao Tribunal.
Mas a ideia foi imediata e liminarmente rejeitada sem direito a estudo pelo Presidente da Câmara e pelo Vereador Rogério Raimundo. O meu único objectivo a bem de Alcobaça era deixar livres as antigas escolas primárias como um activo estratégico.
A Câmara adquiriu recentemente um espaço para instalar o Museu do Rádio (um equipamento municipal). Ou seja, quando se trata de assuntos do município a Câmara faz compras onerosas; quando se trata de arranjar instalações para a Administração Central, o Presidente da Câmara cede pura e simplesmente o património municipal.
Resultado final, Alcobaça perdeu as suas escolas primárias!

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