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Prodígios do Papa Francisco

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A sociologia diz-nos que há grupos de pertença e grupos de referência. Os católicos pertencem a um grupo – a Igreja – cujas normas são, em regra, aceites sem discussão. Em regra… mas como não há regra sem exceção, foi criado, há anos, um movimento internacional católico designado “Nós Somos Igreja”, que tem questionado e muitas vezes se tem oposto a muitas das decisões do Vaticano. Quando este movimento se estendeu a Portugal, uma das figuras cofundadoras foi Maria João Sande Lemos, mulher com apreciável currículo.
Em entrevista à revista Visão, em 23 de agosto de 2012, a católica Maria João Sande Lemos fez afirmações bombásticas, na linha das ideias defendidas pelo seu movimento. Destacamos algumas dessas afirmações:
– “Não há nada nos Evangelhos que diga que as mulheres não podem aceder ao sacerdócio. Nos primeiros tempos do Cristianismo havia comunidades dirigidas por mulheres e por homens, e isso está comprovado nas cartas de S. Paulo, onde são dadas instruções diretas a mulheres para que conduzam as comunidades… a não ordenação de mulheres é só
uma birra.”
– “As mulheres são excluídas dos centros de decisão da Igreja. O Vaticano é um antro de misóginos.”
– “Enquanto Jesus significava amor, solidariedade e compaixão, a Igreja tornou-se árida, seca, quezilenta, é um espaço de exclusão e não de abertura.”
– “Aqueles chapéus… como é que num mundo tão pobre os cardeais andam vestidos de sedas e rendas… o luxo das igrejas horroriza-me.”
Isto é, sem discutir os fundamentos cristãos, antes aderindo bem a eles, o Movimento Nós Somos Igreja tem vindo a pôr em causa muitos dos procedimentos e regras que o Vaticano impõe. E um grande número de católicos, que se reveem nisso, concorda com estas contestações. Até que… aparece o Papa Francisco. E aí tudo muda. A Igreja, na sua superior hierarquia, já não dá azo às reticências do Movimento Nós Somos Igreja. Ou seja, o Movimento passará, provavelmente, a não ter mais razão de existir. Porque o Vaticano passa a mostrar uma face mais humana e mais cristã. Tudo isto por força dos prodígios do atual chefe, o Santo Padre Francisco.

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