Vida

Quando o coração perde o ritmo…

Num adulto saudável em repouso o coração bate cerca de 60 a 100 a vezes por minuto, sendo o seu ritmo regular como o tic-tac de um relógio. Em certas circunstâncias o coração pode bater de uma forma irregular o que se considera uma arritmia cardíaca (perturbação do ritmo cardíaco). A arritmia cardíaca crónica mais frequente é a fibrilhação auricular que se estima afetar cerca de 200.000 portugueses.
Os sintomas mais comuns são a sensação de batimentos descoordenados do coração acompanhados habitualmente de pulsação rápida e irregular. Os pacientes podem referir tonturas, ou mesmo perda do conhecimento, dificuldade em respirar, cansaço, confusão ou sensação de aperto no peito. Os sintomas podem iniciar-se e parar subitamente. No entanto, deve ser referido que cerca de 1/3 das situações podem ser assintomáticas ou apresentar poucos sintomas que podem ser desvalorizados pelos doentes.
Mesmo nos casos em que a doença é assintomática, ela pode ser detetada através de uma medida simples e que todos podem aprender: basta saber avaliar a pulsação. Muitas vezes a suspeita de fibrilhação auricular começa pela medição de uma pulsação muito acelerada e irregular. Medir a pulsação pela palpação de uma artéria do pulso é uma manobra muito simples e que pode ser ensinada a todos em poucos minutos. O diagnóstico desta arritmia pode ser feito pela simples realização de um eletrocardiograma (ECG).
Uma das complicações mais graves da fibrilhação auricular é a ocorrência do acidente vascular cerebral (AVC) que pode ter consequências devastadoras. Cerca de 1/3 de todos os AVC, tem como origem a fibrilhação auricular, sendo que os AVC´s relacionados com esta arritmia são habitualmente mais graves.
A prevenção da fibrilhação auricular é semelhante à de outras doenças cardiovasculares e passa por evitar a ingestão de bebidas alcoólicas em excesso, o tabagismo, o sedentarismo, o excesso de peso e o stress.

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