Região. Matérias-primas mais caras afetam empresas

O aumento do custo das matérias-primas, bem como a sua escassez, estão a colocar inúmeros desafios às empresas locais.

A guerra na Ucrânia trouxe a escassez do contraplacado marítimo, um derivado de madeira, fabricado na Ucrânia e na Rússia, e utilizado pela empresa de mobiliário Manuel Ferreira & Irmão. “Agora o contraplacado marítimo está a ser feito em Espanha, mas a qualidade é inferior”, avança Manuel Ferreira, proprietário da empresa de Évora de Alcobaça. A alternativa é “trabalhar com outras gamas de madeira”. No entanto, os “clientes reclamam da rutura de stock”. Esta situação está a ter “impacto negativo, porque os trabalhos ficam dependentes enquanto esperamos pela madeira”, lamenta o empresário. Uma das formas de facilitar o processo é “dialogar com os fornecedores para entender quais as gamas de madeira disponíveis para dar a conhecer ao cliente”. Simultaneamente, a firma de mobiliário viu os preços subirem com uma “grande variação” de diversas matérias-primas, entre as quais se destacam colas e ferragens.
“Os preços no último ano dispararam na ordem dos 20% até aos 70%”, aponta João Ramalho, responsável pela empresa Olhamar, produtora de cintos, carteiras e mochilas da Benedita. Embora “com os mesmos tempos de entrega anteriores”, matérias-primas como colas, diluentes e tintas, são os que sofreram um maior aumento.

Saiba mais na edição impressa e digital de 7 de julho de 2022.

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