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Aproxima-se o 5 de outubro, data da implementação da República, e que memórias guarda Alcobaça de há 110 anos?
D. Lúcia Rosa, alcobacense de boa memória, conta da tristeza de Américo Oliveira quando se despedia do seu filho bebé, naquela madrugada, antes de partir para a Revolução na Rotunda. E remata: “era segredo, que nem à mulher podia revelar; ele temia que nunca mais viesse a ver o filho!”. Na verdade, Alcobaça esteve presente em Lisboa no dia da Implantação da República e até que depois dela os seus defensores fossem presos ou tivessem de se exilar.
Ainda na monarquia correu um abaixo-assinado “Em favor do divórcio”, onde consta o nome de “Cristina Rino, proprietária em Alcobaça”. Foi uma das primeiras divorciadas. Mas outros desígnios havia e em Alcobaça no ano de 1908, Bernardino Machado e António José de Almeida discursaram perante 6.000 pessoas. Esse comício foi secretariado pelas republicanas, Ilda Serrano, cujo pai, já em 1907 integrava o Centro Republicano de Alcobaça, e Deolinda de Oliveira, mãe de Américo de Oliveira, que no final do jantar, declamou duas quadras por si improvisadas e dedicadas à República. Nos festejos da implantação, que se fez na rua, não faltou a presença de Mariana Bernarda, vinda de Lisboa para apoiar a festa.

 
Saiba mais na edição impressa e digital de 1 de outubro de 2020.

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