Região. Um olhar sobre a saúde mental dos jovens por psicólogos escolares

Catarina Reis
Jornalista

“Poucas e pouco acessíveis”: é como Margarida Ferreira, psicóloga no Externato Cooperativo da Benedita, classifica as respostas que existem para problemas de saúde mental dos jovens. Acompanhando 80 jovens nesta escola, diagnostica “a existência de um grande número de alunos com situações de ansiedade intensa e sintomas depressivos, a par da crescente dificuldade em lidar com as emoções”. Problemas que têm tido intensas repercussões nos seus comportamentos em contexto escolar e que se agravaram com a pandemia. Conforme expressa a’O ALCOA, “os alunos estiveram praticamente dois anos num ritmo escolar intermitente, sem tempo para se adaptarem às mudanças da escola e da sociedade”. Numa “idade em que se está a construir a personalidade, a identidade, a aquisição e consolidação de comportamentos e normas sociais, de metodologias de estudo etc.”, destaca, “todos estes aspetos ficaram seriamente comprometidos”.

As maiores dificuldades prendem-se com a autorregulação dos jovens: na sua “capacidade de estudar autonomamente, nos hábitos de estudo e gestão do tempo”, nota a responsável, acrescentando que as dificuldades de atenção acrescidas “dificultam o foco na aprendizagem”. Margarida Ferreira acrescenta ainda “a hiperestimulação a que estão sujeitos”. Sintomas que tendem a variar entre sexos: “nas raparigas, verificam-se mais sintomas de ansiedade e depressão e, nos rapazes, mais problemas ao nível dos comportamentos”. Apesar do seu trabalho, em articulação com os pais, professores e comunidade, Margarida Ferreira diz que “continuam a existir dificuldades de resposta para todos os casos que diariamente nos são referenciados”.

Saiba mais na edição impressa e digital de 15 de dezembro de 2022.

Catarina Reis
Jornalista

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