Sara Vidal. “Adorava abrir uma escola de música tradicional na região”

Catarina Reis
Jornalista

Cantora e multi-instrumentista de música tradicional e folk portuguesa, a nazarena Sara Vidal iniciou a sua carreira musical, em 2005, no grupo galego Luar na Lubre. De regresso a Portugal, em 2011, tem desenvolvido vários projetos. “Espiral”, “A Presença das Formigas”, “Diabo a Sete” e “Cantos da Quaresma”, são apenas alguns. Em 2020, estreia-se em nome próprio, com o disco “Matriz”. Para além de música, Sara Vidal é gestora cultural da cooperativa Sons Vadios e líder de bancada da CDU da Assembleia Municipal da Nazaré.

Como nasce a paixão pela música?
Sempre esteve, em família. A minha mãe cantava e as minhas tias também. Sempre se ouviu muita música em casa, de intervenção, de raiz, música tradicional. Eu sempre cantei desde miúda, penso que comecei a cantar antes de começar a falar.

Em 2020, lançou o primeiro álbum a solo “Matriz”…
Quando saí dos “Luar da Lubra”, na Galiza, onde estive durante 7 anos, já vinha com esta ideia de querer fazer outras coisas, voltar a Portugal, à minha Matriz e à música tradicional portuguesa. É um projeto que vem sendo trabalhado desde essa altura, mas que só em 2020 o concretizei porque, entretanto, tive outros projetos paralelos e queria fazer um bom disco. Em termos de trabalho é essencialmente este: de voltar à matriz e de reivindicar a nossa música tradicional.
Qual o papel da cooperativa Sons Vadios?
É divulgar e valorizar a música tradicional portuguesa, de raiz, folk e que, no fundo, as pessoas ao ouvirem a Sons Vadios façam essa ligação e percebam que são projetos de qualidade.

Um desses projetos é um espetáculo musical infantil?
Sim. “Assim devera eu ser” é um projeto sobre o centenário da Amália Rodrigues. Estreámos a 13 de março de 2020 e fazem também parte Celina Piedade, Catarina Moura e Ricardo Silva. É uma criação para o público escolar e familiar, uma encomenda da Fábrica das Artes, do Centro Cultural de Belém, que conta a infância da Amália. Relata a sua história, antes de ser fadista e através dos poemas que ela escreveu. Musicámos esses poemas com músicas tradicionais. Acaba por ser um espetáculo transversal a todas as idades.

Saiba mais na edição impressa e digital de 7 de julho de 2022.

Catarina Reis
Jornalista

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