“Temos o problema do envelhecimento; os jovens vão para fora estudar e já não regressam”

Foto por Catarina Reis

PERFIL

Nome: Álvaro Joaquim Loureiro Santo
Data de nascimento: 28 de julho de 1959
Naturalidade: Guadalupe, São Tomé e Príncipe; veio para Coz com 2 anos
Atividade profissional: Fruticultor. Não é presidente de Junta de Freguesia a tempo inteiro.
Número de Eleitores: Coz 1700 eleitores, Alpedriz 650 eleitores, Montes 550 eleitores

ORA DIGA LÁ…

Uma terra: Póvoa
Uma frase ou lema: “Nunca é tarde para aprender”
Vai recandidatar-se? Ainda não sabe

Quais os principais problemas que encontrou na freguesia quando chegou à junta? E o que fez para os resolver?
Os problemas que temos é mais ao nível de acessos e de estradas. É aí que temos atuado, estabelecendo prioridades. Antes da união de freguesias, Coz e Montes estavam melhor ao nível de estradas, até de algumas infraestruturas, do que Alpedriz. A primeira intervenção foi o alcatroamento da estrada que vai da Póvoa para o Varatojo. A via estava muito degradada e as populações queixavam-se. Seguiu-se a da Ribeira para Alpedriz, que estava terrível. Temos andado assim a combater as prioridades, alcatroando, fazendo valetas, conduzindo águas. Intervindo de acordo com as prioridades.

Quais os projetos concretizados mais relevantes?
O Mosteiro de Coz. Uma guerra de há já 15 anos. A zona envolvente já está toda adquirida e a próxima luta é a cobertura e a classificação como Monumento Nacional. Nesse sentido, as coisas estão encaminhadas. De seguida, queremos avançar com uma candidatura a fundos para mudar o telhado da nave principal. Também seria bom, segundo o arquiteto da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), que se cobrisse a ruína para poder ser visitável e podermos reconstruir aqui ou ali com a devida autorização. O arquiteto da DGPC disse que era muito importante fazerem-se as coberturas para não se degradar tanto. Também estão previstas escavações arqueológicas noutros locais porque, aquando do saneamento e da instalação do gás na estrada da Castanheira para Coz, houve descobertas e ainda há coisas enterradas por ali. Há muito trabalho arqueológico aqui à volta que falta fazer e a ideia é realizar pesquisas nesse sentido. O enchimento das rotundas na Zona Industrial do Casal da Areia, para se proceder ao seu ajardinamento, é outro dos trabalhos que estamos a fazer.

Como avalia o trabalho desenvolvido?
Acho que se tem feito um bom trabalho e agora ao nível de união de freguesias é melhor. Temos mais fundo de maneio. Por exemplo, a pintura dos cemitérios: a Câmara Municipal de Alcobaça apoiou na tinta, mas são coisas que levam dois mil a dois mil e quinhentos euros. Uma junta de freguesia sozinha não tinha dinheiro para o fazer. A agregação foi boa porque temos que distribuir trabalho, mas vamos fazendo pequenas obras e temos fundo de maneio para as fazer. Não estamos sempre dependentes da câmara. Outro dos fogos a que tivemos de acudir foi a compra de um trator. Com a delegação de competências, temos o trabalho de cortar sebes e houve um dos tratores, com corta-sebes acoplado, que não se aguentou e foi preciso comprar um novo. O dinheiro que vai para pagar o trator, que são cerca de quinhentos euros por mês, não pode ir para outras coisas. Apesar disso, no fim deste mandato, esse valor ficará liquidado e já podemos pensar noutro tipo de investimentos.

 

(Saiba mais na edição em papel e digital de 6 de abril de 2017)

Uma resposta

  1. E os excessos de velocidades praticados na estrada principal do Casalinho freguesia de Coz sr.Presidente que devem ser contrariados sem mais mas nem meio mas nem que seja com as tais lombas dissuasoras que todas as povoações já tem ; não é aceitável nós os moradores termos que assistir todos os dias ao mesmo fadário das velocidades criminosas praticadas aqui e as nossas queixas caírem em cesto roto …por isso consideramos de 1ª necessidade a resolução deste problema .

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