A Caldeirada da Nazaré

Nazaré, maré de ondas gigantes, de praia de areia extensa e de mar bravo, é também terra de pescadores e de nazarenas, com as suas sete saias… e de gastronomia com sabor a mar.
Conhecida como um dos principais cartazes gastronómicos da vila, a Caldeirada da Nazaré nasce do quinhão de peixe que era atribuído à tripulação do barco, após cada pescaria.
Deste quinhão faziam parte os peixes mais pequenos e com menos valor comercial, ou os que estivessem danificados, que os pescadores levavam para casa para confecionar na panela com água.
Nascia então este caldinho com as sobras do peixe, um caldo que foi ganhando consistência. À medida e na necessidade de dar mais sustento a esta mistura, foram-se juntando alguns produtos trazidos das terras em redor, como a batata, o tomate e as malaguetas. Era esta a refeição mais confecionada na vila: comia-se ao almoço e ao jantar com base na principal atividade dos nazarenos.
Atualmente, este continua a ser um dos pratos mais pedidos nos restaurantes da Nazaré, sendo que a mais comum é a Caldeirada à Fragateira (Nazaré) ou Rica, o tal caldinho de peixe, que foi perdendo o peixe miúdo ou das sobras, e que leva agora tamboril, safio, cação, raia, lulas, amêijoas, a que, em alguns restaurantes, é ainda adicionado um cálice de vinho do Porto.
Um prato muito diferente da confeção inicial em que a caldeirada significava o sustento de uma família.

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