A Europa do egoísmo

Os dirigentes europeus têm vindo a assistir impávidos e serenos ao desastre humanitário às portas da europa, fruto de uma fuga maciça de imigrantes clandestinos, que fugindo à guerra, às perseguições étnicas, ou simplesmente indo à procura de um novo rumo, arriscam a própria vida.
A União Europeia perante esta tragédia, tem-se limitado a deixar nas mãos do governo italiano a sua eventual resolução que está muito longe de acontecer e não o será por esta via.
O problema é de facto complexo e necessita de soluções eficazes, sob pena do mediterrâneo se tornar num “gigante cemitério” de vidas humanas. Felizmente que alguns dirigentes políticos vão lentamente acordando para esta realidade. Contudo, não é suficiente o que os líderes europeus se propõem fazer para estancar a entrada de imigrantes ilegais no espaço europeu. Uma maior fiscalização e apoio no mediterrâneo, é importante, mas manifestamente pouco. O problema da fuga de muitos africanos para a europa é bem mais complexo e necessita de soluções mais arrojadas.
O problema por ser difícil exige políticas activas nos países de origem destes imigrantes. Não se pense que apenas fiscalizando ou reprimindo se evitam mais mortes ou deslocamento de pessoas.
A europa há muito que virou costas a África, limitou-se a tirar partido dos seus recursos e fomentou revoluções, por isso, não lhe resta agora outra alternativa senão ajudar os países de origem destes imigrantes a criar condições económicas sociais que evitem o deslocamento de pessoas para a europa.
Esta é a solução verdadeiramente eficaz e duradora para este grave problema, na certeza que esta opção, implica custos elevados e só produzirá efeitos a médio e longo prazo.
A factura está em cima da mesa dos europeus, é o resultado do egoísmo, do alheamento e fruto das desigualdades socais que a UE não cautelou, mas que agora já não pode ignorar.

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