“A PSP deve apostar no relacionamento e na proximidade com instituições e população em geral”

Foto por Sara Susano

Qual é, em seu entender, a missão central da PSP?
A missão da PSP é preservar a segurança e tranquilidade da população. Proteger as pessoas e bens e manter a ordem pública e tranquilidade social. A PSP de Alcobaça, honrando e preservando a sua história, tem-se afirmado como instituição de referência na manutenção da segurança e tranquilidade públicas, na prevenção e repressão do crime e na proteção e apoio à comunidade.

Que estratégia de atuação deve ter a PSP?
A estratégia tem a ver com a proximidade com a população. É essa proximidade que nos ajuda uma vez que se encontram aqui agentes há muitos ou há vários anos na cidade, conhecem as pessoas, as atividades a que se dedicam, o trabalho, o dia a dia do cidadão. E deve passar por aí, percebendo os problemas e arranjando soluções para eles. A PSP deve apostar no relacionamento e na proximidade quer com as instituições quer com a população em geral porque a segurança depende de todos nós.

Quais os principais problemas na cidade e no concelho identificados pela PSP?
Os principais problemas passam pelo crime de furto, que corresponde a cerca de 35 por cento da criminalidade geral registada aqui na esquadra. No entanto, comparando o primeiro semestre deste ano com o primeiro semestre de 2013, verificou-se uma diminuição de 16,6 por cento.

Como responde às críticas que alguns cidadãos fazem aos agentes da PSP?
As críticas são aceitáveis. Mas também temos que entender que para haver alguma ordem, nomeadamente no trânsito as pessoas têm que cumprir e se não o fizerem são penalizadas. Quanto a críticas relacionadas com as minorias, o trabalho da polícia tem-se verificado. Não é à toa que algumas dessas pessoas, independentemente de serem dessas minorias ou não, que se dedicam a atividades menos lícitas, estão presas e isso deve-se ao trabalho da polícia e de informações que a população fornece à polícia.

Quantos agentes tem a PSP neste momento?
Quando a polícia veio para cá, em 1950, há quase 65 anos, veio com um chefe e dez agentes. Neste momento há uma evolução, a própria sociedade e a polícia tiveram essa necessidade de aumentar o efetivo para fazer face aos problemas devidamente identificados na cidade. Hoje temos dois chefes e 31 agentes com diversas valências: patrulhamento normal, investigação criminal, trânsito, armas e escola segura. De referir aqui que, em 2013, fizemos quatro mil processos relacionados com armas abrangendo todo o concelho, uma vez que é uma competência exclusiva da polícia. A cidade, a área urbana tem, segundo os censos, 5.700 habitantes, mas não podemos esquecer que o concelho tem 56 mil habitantes e que diariamente as pessoas da periferia se deslocam à cidade.

Que balanço faz do trabalho já realizado enquanto comandante?
Nestes dois anos, estou muito satisfeito com o efetivo. O seu desempenho tem sido muito bom, é um enorme orgulho trabalhar com este efetivo. Eles próprios fazem parte da sociedade e preocupam-se com os problemas de todos.

Que retrospetiva faz destes 65 anos da PSP em Alcobaça? A data será assinalada?
Estamos a planear como iremos assinalar a data. Ao longo destes 65 anos, houve grandes eventos em que a PSP esteve e está envolvida. Nomeadamente, em 1957, a visita da rainha Isabel II, um dos maiores eventos político-sociais antes de abril de 1974; da princesa Margarida de Inglaterra, em 1959; dos príncipes do Mónaco, em 1963; recentemente, no ano passado, a realização do Conselho Extraordinário de Ministros na cidade que envolveu praticamente todas as valências da polícia. A polícia em Alcobaça faz-se notar. O que pretendo é que a presença da polícia seja visível, que a polícia esteja no local sempre que necessária.

Alcobaça é uma cidade segura?
Considero Alcobaça uma cidade extremamente segura. À responsabilidade da polícia, como já disse, estão 5.700 residentes na cidade. O rácio de Alcobaça será 37 crimes por mil habitantes, sendo que, em relação ao crime violento e grave, o rácio ainda é inferior a quatro crimes por mil habitantes. Estes valores situam-se claramente abaixo do valor médio verificado na generalidade dos países da União Europeia e também do valor médio nacional que é de 39 crimes por mil habitantes. É uma cidade extremamente segura. É óbvio que a criminalidade zero é impossível, mas estes números permitem-nos afirmar que a cidade é segura do ponto de vista de incidência criminal no contexto nacional e europeu. Às vezes, as pessoas desconhecem um pouco o trabalho da polícia, mas para não se passar nada, para se conseguir estes índices, é preciso muito trabalho e apostar na prevenção através de ações de sensibilização que fazemos principalmente nas escolas sobre bullying, drogas, violência doméstica, prevenção rodoviária. Apostamos muito na prevenção.

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