Alcobaça. Concurso de Música Moderna do Bar Ben doa espólio ao Arquivo Nacional do Som

Nos anos 90, Alcobaça estava na berra como palco de um conhecido concurso de rock do país, o “Concurso de Música Moderna de Alcobaça”. Três décadas depois, restam as boas memórias desses tempos e um importante espólio, guardado pelos organizadores do evento. Acervo que irá fazer parte do Arquivo Nacional do Som, em fase de instalação. Doado pelos organizadores, a ideia surge por ocasião das comemorações do 30.º aniversário deste concurso, que se realizava no mítico Bar Ben. O ALCOA esteve à conversa com o alcobacense José Alberto Vasco, um dos «pais» do evento.

 

Como surge a ideia deste concurso?
Na década de 80, Carlos Nunes assume a gerência do Bar Ben, e adapta o seu gosto musical à sua filosofia de gestão, transformando-o num local de referência nacional, onde se passou essencialmente a ir ouvir jazz e nova música improvisada, ao vivo. Seguiu-se uma fase em que o rock entrou na sua programação e a constatação de que havia muita nova banda a necessitar de público, espaço e palco para apresentar a sua criatividade musical, ao vivo. Foi a ideia fundamental na fundação do concurso.

Qual era o papel do José Alberto Vasco?
Sou amigo de infância do Carlos Nunes, partilhamos muito dos nossos gostos musicais e íamos a concertos a Lisboa. À época, colaborava na imprensa regional e nacional, sendo correspondente do Blitz e do Se7e. Fundámos, os dois, o Concurso de Música Moderna de Alcobaça, em 1991, e durante sete anos consecutivos assegurámos a sua organização, partilhando apenas a audição e seleção das maquetes de candidatura, até final. Ele assumia a organização logística e eu a de presidente do júri e responsável pelo gabinete de imprensa. Logo no primeiro ano, aumentámos a quantidade de bandas a apurar para a fase final, de oito para 16.

Como era o ambiente do Bar Ben? Quem o frequentava?
Não havia àquela época, em Portugal, muitos bares com aquele tipo de programação. Pelo palco do Ben passavam alguns dos mais cotados músicos portugueses daquelas tipologias. Havia público local, mas também de Caldas da Rainha, Leiria, Nazaré, Santarém e até de Lisboa. Gente jovem e interessada em música culta. A abertura da programação do bar à área pop/rock alargaria ainda mais a sua frequência, acorrendo bandas de praticamente todo o país, do Minho ao Algarve.

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Saiba mais na edição impressa e digital de 18 de março de 2021.

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