Alcobaça. Primeiras residências artísticas recebem ucranianos

Catarina Reis
Jornalista

Uma casa onde os limites físicos são definidos pelo rio Alcoa e o jardim do Amor, mas onde não há barreiras para criar, mostrar, aprender, ensinar e sobretudo partilhar. Assim se «habita» na Central Periférica — Centro de Residências e Investigação Artística, em Alcobaça. Na casa centenária na rua Dr. Nascimento e Sousa, ainda decorrem algumas melhorias, mas lá dentro já moram cinco artistas. Num dos espaços, é possível conhecer, desde 1 de julho, a obra de Kamila Yanar. À ucraniana natural do Donbass, juntam-se Valerie Karpan, Marina Marinichenko, Oleksii Voitikh e Yehor Poe, de Kiev, Ucrânia. Ligados pela situação de guerra que o seu país atravessa, estão agora ligados pelas diversas áreas artísticas em que trabalham, desde a fotografia, ao vídeo, à arte digital, pintura, etc.

O programa de residências resulta de uma parceria entre a Central Periférica, a BABEL – Organização Cultural, a organização Artists at Risk e a Fundação Oriente.

A Central Periférica é coordenada por Margarida Saraiva, curadora e com raízes em Aljubarrota, e Tiago Quadros, arquiteto e responsável pela sua direção-geral e artística. “Atualmente a residirem em Macau, é deles que nasce a ideia e esta casa”, adianta a’O ALCOA Ana Battaglia Abreu, artista plástica em Portugal, o terceiro membro da direção. Definido como um espaço de produção multidisciplinar e/ou transdisciplinar onde coexistem disciplinas artísticas e não artísticas para explorar os desafios contemporâneos da região, em todas as suas facetas, o projeto era para concretizar em três anos.

Saiba mais na edição impressa e digital de 7 de julho de 2022.

Catarina Reis
Jornalista

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