Celeste dos Cravos. A mulher que deu nome à Revolução de Abril

Carolina Caeiro Fontela
Mestre em Direito, Residente em Alcobaça

São o símbolo do dia 25 de Abril, o dia da Liberdade. A imagem dos cravos, que também deram nome à revolução, está para sempre gravada na memória e na história deste dia. Os cravos saíram das mãos de Celeste Caeiro, a Celeste dos Cravos, que os ofereceu a um soldado, tornando-se o maior símbolo deste dia. A neta Carolina, de 23 anos, que reside em Alcobaça e que ambiciona um dia ser magistrada, partilha a história da sua avó. Uma mulher de «armas» e de grande coração.

Quando se fala no 25 de Abril de 1974, a primeira imagem de que nos lembramos é a do Cravo. Cravo esse que não só se tornou o símbolo da Revolução de 74, mas que também serviu de nome para o Golpe de Estado que tirou Marcello Caetano do poder e pôs fim à ditadura militar que imperava em Portugal desde 1926. Celeste Martins Caeiro, nascida a 2 de maio de 1933, em Lisboa, completa, hoje, 91 anos de idade, no ano da celebração do 50.º aniversário da Revolução de 74, com o seu metro e meio, pode ser considerada uma mulher pequena quando falamos de altura, mas quando o assunto é a história do golpe de Abril, Celeste é uma grande mulher, uma das maiores, se não, a maior, uma vez que o nome de “Revolução dos Cravos” é culpa sua, e que bela culpa. Tudo começou num dia, achava Celeste, normal como tantos outros. Levantou-se cedo, apanhou o metropolitano para o trabalho e lá foi ela. Desconhecia e mal lhe passava pela cabeça que aquele era o dia em que iria acontecer a revolução que há tanto tempo esperava, pois eram tempos bastante difíceis e nem sequer uma telefonia tinha em casa para ouvir as notícias.

Saiba mais na edição impressa e digital de 2 de maio de 2024

Carolina Caeiro Fontela
Mestre em Direito, Residente em Alcobaça

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