Crença e crendices

Afonso Luís
Bancário aposentado

“Algumas das crenças que são realizadas na Igreja, mas que são contra a natureza amorosa de Deus, estão sendo revistas pelo papa Francisco” (da revista TIME).

E que grande papa tem hoje a Igreja Católica! É um crente e um homem culto. São dele estes pensamentos: “Ame mais, perdoe mais, abrace mais, viva mais intensamente e deixe o resto nas mãos de Deus”. “Quando Deus olha para uma pessoa homossexual, olha-a com afeto ou rejeita-a, condenando-a?”. “No hospital pode ver-se um homofóbico ser salvo por um médico gay, ou o contrário”. Aliás, nunca compreendi por que razão a Igreja tem vindo a condenar a homossexualidade. Serão os homossexuais filhos de um outro Deus?

Na antiguidade também houve povos extremamente religiosos, como no antigo Egito e até em Roma. Mas tratava-se de uma religiosidade baseada em crendices e no culto de vários deuses. A verdadeira Crença só aparece, no meu entender, com Jesus. E é estranho que hoje, em certas celebrações cristãs, até parece que estamos a assistir a ritos judaicos, tal a ênfase posta no Antigo Testamento. Ora, a bíblia, sendo um livro sagrado, escrito por judeus, tem passagens que parecem impregnadas de alguma intolerância. O mesmo não acontece nos textos evangélicos, onde abunda a tolerância e o perdão. Por isso, as palavras de Francisco são, em regra, um bálsamo para quantos acreditam no Evangelho. Mas, algumas vezes, parecem contrastar um pouco com certas prédicas de alguns vultos da Igreja e também com sermões de alguns pastores. Nesta altura da Páscoa, não será demais lembrar a importância dos textos do Novo Testamento, ao mesmo tempo que não é pecado reconhecer que certas passagens do Antigo Testamento se assemelham muito a meras considerações poéticas, muito embora os estudiosos considerem ser a bíblia um livro rigoroso do ponto de vista histórico. A interpretação dada ao seu conteúdo é que nem sempre coincide com os estudos mais recentes. Estamos ainda em tempo de Páscoa, talvez a data mais importante para a Igreja. Com um chefe que é considerado como uma figura do seu tempo e, ainda por cima, jesuíta, a Igreja de Cristo tem na Terra um verdadeiro crente e um excelente timoneiro.

Afonso Luís
Bancário aposentado

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