Entrevista

D. Daniel Henriques. “As vocações surgem onde há uma vida cristã forte e escasseiam onde há uma vida cristã fraca”

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PERFIL
Nome: D. Daniel Batalha Henriques
Data de nascimento:
30 de março de 1966
Naturalidade: Ribamar, concelho de Mafra
Início de funções como bispo auxiliar de Lisboa: nomeado pelo Papa Francisco a 12 de outubro de 2018; foi ordenado a 25 de novembro de 2018
Uma personalidade: João Paulo II
Um acontecimento: Jornadas Mundiais da Juventude 2022
Um lema: “Todas as minhas fontes estão em ti”

Em entrevista a’O ALCOA, D. Daniel Henriques, nomeado pelo Papa Francisco como bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa a 12 de outubro de 2018, e com o encargo pastoral da região Oeste, fala do seu percurso como sacerdote e dos desafios da Igreja. 

 

Como e quando nasceu a sua vocação?
Faço parte de uma família católica: tenho quatro irmãos e os meus pais são pessoas humildes e simples. Sempre fomos uma família, mesmo os meus avós, muito religiosa, muito católica. Foi nesse ambiente que nasci e cresci, mas da minha família não conheço ninguém consagrado. Eu, até aos meus 14 anos, também não me tinha passado pela cabeça, que pudesse ser padre. Nessa altura, acabei por participar numa atividade num encontro de jovens realizado pelo Seminário de Almada. Nesse encontro, estavam alguns seminaristas e eu fiquei bastante tocado com o testemunho deles. Depois, comecei a ligar-me mais à paróquia de Santo Isidoro, em Mafra, onde pertencia e onde estava o Padre Joaquim Pedro, de Peniche. Comecei a dar catequese e a ligar-me bastante, criámos um grupo de jovens e comecei a colocar a questão vocacional. Quando achei que era altura, comecei a ser acompanhado pela equipa formadora do Seminário de Almada. Em 1982, fiz um retiro e entrei nesse ano. Tinha 16 anos, estive ali quatro anos e depois fui para o Seminário dos Olivais.
Como foi o seu percurso como sacerdote?
Fui ordenado em 1990, depois fui logo nomeado para o Seminário de Almada, onde tinha estado. Aí, fiz parte da equipa formadora, onde estive 7 anos. Depois, em 1997, fui nomeado pároco de duas paróquias do concelho de Loures: Ramada e Famões. Ramada era uma paróquia recente, eu fui o primeiro pároco, uma igreja a ser construída, uma comunidade a ser organizada. Oito anos depois, já tínhamos a igreja pronta, a comunidade também ela um bocadinho estruturada, pedi para ser nomeado para outra paróquia e fui para pároco de Algés. Também para fazer uma igreja nova em Miraflores, um dos lugares, onde estive 11 anos. Nesses 11 anos, penso eu, cinco anos depois de estar em Algés, foi-me pedido que ficasse também a trabalhar numa paróquia vizinha, mais pequena, a Cruz Quebrada. Em 2016, fui então nomeado para Torres Vedras, onde estive dois anos até ser nomeado bispo. Entretanto, tive outras missões.

 

(Saiba mais na edição de 18 de abril do jornal O ALCOA)

 

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