Opinião

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Dia Nacional de Conservação da Natureza

O Dia Nacional da Conservação da Natureza foi instituído em 1998, por resolução do Conselho de Ministros. A escolha da data relaciona-se com a fundação da Liga para a Proteção da Natureza que celebrou 50 anos de existência em 1998 e que, esteve por exemplo na origem da criação do Parque Natural da Arrábida que celebra o seu aniversário a 28 de julho. Em pleno verão e em época de férias para muitos, estas efemérides são por vezes omissas ou menos recordadas. Em plena década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável, 2005-2014 (resolução das Nações Unidas n.º 57/254) importa, então, recordar que todos dependemos do património natural! Os recursos naturais não são ilimitados e a sua reposição é muito difícil, morosa e onerosa! Repare o leitor que, comemos biodiversidade. Vestimos algodão, seda, linho, lã. Calçamos peles várias. Dependemos de água doce e potável. Sem florestas não sobrevivemos. (Em terras lusas, onde o sobreiro se destaca cada vez mais, na Economia, importaria plantar, plantar, plantar! Em terra de Joaquim Vieira Natividade importaria proteger e divulgar!). E em tempo de férias o que mais no agrada? Seja praia, serra ou mar, os destinos turísticos mais procurados sempre foram na natureza. O património natural encerra valores sociais e económicos que agora começam a tentar estimar-se e que têm muitos zeros! Per se o valor da biodiversidade é praticamente inestimável. A economia ecológica, uma nova ciência, tenta fazer estimativas. Por exemplo, quanto vale a despoluição do ar realizada pela Mata Nacional do Vimeiro? Quantas toneladas de carbono estão guardadas no tronco de uma árvore antiga? Quanto custaria semear o pinhal existente no norte do concelho? Quanto gastaríamos para fazer uma área de lazer equivalente à baía de São Martinho do Porto?  E construir de raiz um lagoa artificial semelhante à lagoa de Pataias? Não haveria certamente orçamento para nenhum destes projetos. Que nos foram legados e que temos de legar, pelo menos como os recebemos. Conservar a natureza é tarefa de todos e para todos pois partilhamos um condomínio comum, o condomínio Terra.

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