“Falta saneamento básico em mais de 50 por cento da freguesia”

Foto por Sara Susano

PERFIL

Nome: Amílcar Barbosa Sousa Raimundo
Data de nascimento: 4 de outubro de 1958
Naturalidade: Chãos
Escolaridade: 12º ano
Atividade Profissional: Empresário agrícola
Porque se candidatou: “Foi um desafio que me fizeram. A estrada dos Chãos estava em remodelação e os buracos eram tantos que nós fomos ter com o presidente de junta na época, o senhor Joaquim Vieira. Nas vésperas das eleições, para meu espanto, apareceu-me à porta a perguntar-me se eu queria fazer parte da lista, ao que respondi que ía mas se fosse para trabalhar. Se era só para fazer parte da lista no papel, não queria. E assim fui para secretário e comecei logo a trabalhar mesmo sem ser eleito”.

ORA DIGA LÁ…

Um país: Portugal
Um livro: Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett
Uma música: Scorpions
Um filme: Os Dez Mandamentos
Um político: Cavaco Silva

São Vicente

População: 2404 habitantes
Primeiro presidente de junta depois de 1974: José Gomes
Última obra inaugurada: Ringue de Casais de Santa Teresa

A função de autarca é gratificante? Que balanço faz destes 16 anos de mandato?
Ser autarca tem momentos que é gratificante e outros momentos que não. Mas no geral é gratificante porque nós aprendemos a conhecer as pessoas, conhecemos as dificuldades delas e isso tem muito a ver com a maneira de ser, de trabalhar e de dar a volta às situações. O balanço que faço deste mandato, não digo que foi um mandato para esquecer mas foi um mandato com dificuldades devido à situação económica. Por isso limitámo-nos ao dia a dia, às limpezas nas aldeias e pouco mais. Não houve qualquer tipo de investimento.

Quais são os principais problemas que São Vicente de Aljubarrota enfrenta?
No geral temos falta de saneamento básico em mais de 50 por cento da freguesia. O abastecimento de água está a 100 por cento, a iluminação elétrica também já não é questionável. O desemprego também começa a ser preocupante na freguesia.

São Vicente não tem conseguido assegurar postos de trabalho?
Como disse, a questão do desemprego começa a ser preocupante. Algumas firmas fecharam e outras estão com dificuldades e isso pode ser preocupante. Temos ainda cerca de 50 empresas a funcionar mais ou menos.

Na sua opinião, o que falta fazer em São Vicente?
É a ampliação do cemitério. O terreno está comprado há vários anos. A câmara tem vindo a poupar essa fatia devido ao grande investimento que é. Andamos a ocupar os corredores do cemitério e a fazer um levantamento de pormenor de terrenos vagos para tentar minimizar a situação. A questão do saneamento também é relevante. Em termos de acessibilidades estamos minimamente bem. Surgiram uns problemas agora em Casais de Santa Teresa por causa da construção do IC9 mas estamos a tentar resolvê-los.

Qual é a situação financeira da junta?
Neste momento a situação financeira da junta não é dramática. Queremos acabar o mandato sem dívidas nenhumas para que a nova junta que vier não tenha que se preocupar em pagar faturas antigas doutros presidentes de junta. Mas temos que dever sempre dinheiro. O dever dinheiro implica movimento, implica trabalho. No entanto, a situação está muito controlada.

Se fosse presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, qual seria a área em que atuaria de forma mais urgente para promover maior desenvolvimento do concelho?
Acho que investia na questão do saneamento porque essa questão por exemplo aqui em São Vicente é preocupante. É preocupante quando temos uma ETAR nas Pedreiras, concelho de Porto de Mós a fazer um escoamento de águas para uma linha de água que atravessa a nossa freguesia. Isso preocupa-nos. Os técnicos dizem que não há problema nenhum, mas eu não acredito.

O que considera ser pilar de crescimento de São Vicente?
Penso que seja a Economia. É importante incentivar a criação de novas empresas e dar manutenção às que ainda existem.

A proposta da união das freguesias é do seu agrado?
Recentemente andou-se a lutar pela criação de novas freguesias e agora vem alguém dizer que tem que haver uma união. Isso, no meu entender, é bom e não é bom. Não é bom porque deixa de haver a proximidade que existe entre presidente de junta e a população. Quanto maior a população for mais o presidente de junta tem que fazer e isso reduz a capacidade de chegar a toda a gente e a todo lado. Numa junta de freguesia pequena como esta, em que, como no meu caso conheço as pessoas, os lugares, as terras, as ruas – em termos de apoio à população, funciona muito melhor. Em termos governamentais, dizem eles, que de facto uma união das freguesias seria útil. Vamos ver o que é que vai acontecer. Aljubarrota estava ‘na mira’ de toda a gente: duas Aljubarrotas, duas juntas, a mesma sede, os mesmos edifícios, dois presidentes de junta, que por acaso trabalhamos aqui como uma família, o que faz com que tudo funcione bem.

Vai recandidatar-se?
Exatamente pelo motivo de Prazeres e São Vicente trabalharem bem em conjunto, nas próximas eleições vamos unir as juntas de freguesia e também os executivos. Três membros de cada executivo vão fazer uma nova junta de freguesia. Eu e o José Lourenço faremos parte da mesma lista nas candidaturas. Isto é muito importante para que se veja que o nosso trabalho de equipa durante estes anos todos deu neste fruto.

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