Hermínio Rodrigues. “Tenho pena de nunca ter passado pela gestão de uma junta de freguesia”

Catarina Reis
Jornalista

Está no executivo da Câmara Municipal de Alcobaça há 25 anos, 24 anos enquanto vereador e há pouco mais de um ano enquanto presidente de todos os alcobacenses.
Hermínio Rodrigues abre as portas do “palacete cor-de-rosa”, para fazer um balanço deste trabalho e desvendar os desafios que ainda tem pela frente.

Já fez um ano enquanto presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, mas antes esteve 24 anos no executivo como vereador. Lembra-se da primeira vez que entrou na câmara?
É preciso recuar a 25 anos. Era um jovem de 27 anos. O primeiro dia foi de nervos, uma experiência completamente nova e que não estava à espera. Fui sempre uma pessoa que vivi muito, muito comunicativa e gostava de estar presente na sociedade, mas longe de mim à época pensar ser vereador da Câmara Municipal de Alcobaça. Fui o terceiro eleito da lista de Gonçalves Sapinho, depois de Rui Coelho e antes de Alcina Alves.
Quando entrei foi com os nervos à flor da pele, mas acho que ao longo dos anos tive dois excelentes professores: Gonçalves Sapinho e Rui Coelho. Um mais com experiência política e outro com enormes conhecimentos de gestão autárquica. Fui caminhando e também criei o meu espaço dentro no município, sempre com grande apoio dos presidentes, porque também eles próprios me deram esse espaço.

E enquanto presidente da Câmara Municipal de Alcobaça?
A responsabilidade enquanto vereador e presidente é a mesma, agora o conhecimento que se deve ter é que é muito diferente. Tenho de saber o que se passa na cultura, na proteção civil, etc. Uma visão a 360º.
O primeiro dia foi engraçado, foi um dia bonito. Ser eleito foi algo que me encheu de orgulho a mim e à minha família. Estes lugares, se não tivermos atrás uma grande família, não são fáceis. São cargos muito exigentes e tenho conseguido isso, apesar de tudo o que tenho passado, mas não me posso esquecer dos meus filhos, da minha mulher, porque têm sido o grande pilar da minha vida.

Quais as prioridades deste primeiro ano de mandato?
Há uma que considero essencial, a Coesão Territorial. É fundamental que as nossas gentes se revejam neste concelho, que é gigante. Todos temos de sentir que pertencemos ao concelho de Alcobaça. Estou convicto de termos conseguido isso neste ano. Através de, por exemplo, eventos culturais ou desportivos, como a Feira de São Bernardo. A forma como foi organizada e queremos continuar a fazê-lo, com uma resposta dentro da cidade. Esta opção deu um sentimento de orgulho e de pertença a todos os alcobacenses, e a tal coesão territorial existiu. Estas políticas de coesão são importantíssimas, depois vêm as obras físicas.

Saiba mais na edição impressa e digital de 26 de janeiro de 2023.

Catarina Reis
Jornalista

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