Memória

Início. A primeira «casa» do jornal O ALCOA

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Quem passa pela rua David da Fonseca, junto à Fonte Nova, na ponte do rio Alcoa, e olha para um edifício com janelas em vidro, desconhece que ali terão sido escritas as primeiras páginas d’O ALCOA, fundado a 27 de dezembro de 1945.
Jornal criado pela paróquia de Alcobaça, pela mão do seu pároco ao tempo, Padre Manuel Vitorino, que vivia no andar superior, com as suas duas irmãs. Naquele edifício arrendado, funcionavam todos os serviços paroquiais. Foi na cave a primeira casa do “Jornal de todos nós”, paredes meias com o rio… Baça. Ali funcionava também a catequese, em que todos ajudavam a dobrar as edições do jornal. Há memórias de um palco e de ali decorrerem as festas da catequese e iniciativas de apoio social.
Foi a partir deste edifício que, no seu número 1 do ano 1, em 1945, o diretor João de Sousa e Brito declarava: “Rompemos a marcha (…) proporcionando à nossa região um órgão informativo de segura utilidade, para o seu progressivo desenvolvimento”. A primeira edição foi de 300 exemplares, com quatro páginas. O primeiro diretor d’O ALCOA garantia abertura a “todas as iniciativas construtivas que promovam o desenvolvimento da nossa terra e abram novos horizontes e novos rumos”. Hoje, 75 anos depois, num local diferente, já há décadas em instalações da Santa Casa da Misericórdia de Alcobaça, recentemente com obras de beneficiação, mas o propósito continua o mesmo: informar e contribuir para o desenvolvimento da fé e das gentes.

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