José Mateus. “Tudo o que aqui veem, me faz lembrar a minha infância”

José Joaquim Mateus nasceu em 1936, no Bairro da Figueira, o “lugar mais antigo da freguesia da Benedita”. Dizem que lá existiu um celeiro dos monges de Alcobaça. Na verdade, nesse lugar gostam das tradições e preservam as suas memórias. É o caso de José Mateus, que guarda em redor do seu pátio um conjunto de objetos da vida rural dos tempos dos seus avós, como arcas onde guardavam cereais, tendo sido uma do seu avô que já faleceu há 93 anos, e até a arca do enxoval da sua avó. Tem uma oficina de sapateiro, uma barbearia, uma cozinha antiga, candeias, candeeiros de petróleo, petromax, etc. Os alforges da burra, onde sua mãe o transportava num lado e no outro iam os produtos do campo, também lá se encontram, bem como as cangas das juntas de bois, com a assoga de linho em dias de ir à feira, e os respetivos carros e duas charruas diferentes. E não faltam uma burra e um burro e dois cães, reminiscências dos tempos de caçador, nas horas vagas de sapateiro.

Há também ferraduras e canêlos dos bois. Não faltou a louça da cozinha e o prato gateado e um outro mais antigo, que veio do Calvelo, lugar perto de Alvorninha, e ainda talheres, alguidares para amassar o pão e os rádios antigos, que antes de haver eletricidade funcionavam com baterias.

Saiba mais na edição impressa e digital de 4 de março de 2022.

Texto: Alice Pereira e Raquel Maximiano,
estagiárias do Externato Cooperativo da Benedita, na Terra Mágica das Lendas

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