Cultura

Literatura. Filipe Luís fala da receção ao seu novo livro, praticamente esgotado

Filipe Luis

Em entrevista a’O ALCOA, Filipe Luís, de 56 anos, jornalista e editor executivo da secção Portugal (Política Nacional) da revista “Visão” e com raízes em Turquel, fala da sua mais recente obra, “A História de Portugal Contada pelos vilões”. Lançada em final de outubro de 2019, é um sucesso de vendas. 

Estava à espera que a edição esgotasse?
De facto, já se vendeu cerca de 75% da 1.ª edição. Isto só até final de dezembro (tinha saído no final de outubro). Quase esgotou, mas não completamente. Esgotou durante alguns dias, por se ter vendido muito rapidamente. Por falta de capacidade das livrarias em reporem o stock, durante a azáfama do período das festas, esteve durante um tempo fora das prateleiras e as informações que os livreiros me davam era a de que estava esgotado. Na verdade, ainda não está totalmente. Obtive da minha editora essa informação, no próprio dia em que estou a responder às vossas perguntas. Os últimos exemplares já estão a ser repostos. A editora já admite a hipótese de termos de fazer uma 2.ª edição.

Como vê o sucesso deste livro? Que feedback tem tido dos leitores?
Há sempre uma esperança, mas costumo baixar as expectativas… Por isso, não estava à espera. O sucesso talvez se explique pelo facto de haver um mercado sólido para os temas da História. Tenho tido feedback positivo, sobretudo de muitas pessoas interessadas que me colocam questões sobre os temas que o livro trata, na ânsia de quererem saber mais. Muita gente que não conheço me contacta através do facebook.

O que levou a escrevê-lo?
Escrevi-o na sequência de um trabalho que fiz para a Visão, sobre os heróis e os vilões da nossa história. Apresentei a ideia à minha editora: podia desenvolver o tema, mas focando-me nos vilões. É que já há muitos livros sobre os heróis… E, de repente, na reunião que tive com eles, quando estávamos a «partir pedra», ocorreu-me a ideia de incorporar as personagens escolhidas, pôr-me na pele de cada uma das doze, e narrar na primeira pessoa os acontecimentos a partir do que acho que seria o ponto de vista dessas personagens. O resultado é muito feliz e interessante. Acho que é uma coisa que nunca ninguém tinha feito.

 

(Saiba mais na edição impressa e digital do jornal O ALCOA de 23 de janeiro de 2020)

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