Mário Cerol. “Devia existir uma compensação para os bombeiros pelo que dão à sociedade”

Mário Cerol entrou para os Bombeiros de Alcobaça com 14 anos, corporação que comandou de 2004 a 2017. Foi presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria e elemento do conselho jurisdicional e executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses. Entre 2017 e 2019, tornou-se 2.º comandante distrital de Operações de Socorro, tendo sido constituído arguido e, mais tarde, ilibado de todas as acusações no contexto dos incêndios de Pedrogão Grande, em 2017. Desde novembro de 2019 que coordena a Proteção Civil Municipal da Nazaré, a que junta agora o comando dos Bombeiros Voluntários da Nazaré.

O que podem esperar da sua ação?
Dedicação e muito trabalho. Procurar capacitar e valorizar os bombeiros como o bem mais precioso da associação para que, quando chamados, possam estar ao serviço da população com a maior competência possível. Temos um corpo de bombeiros composto por 40 a 45 operacionais disponíveis, e alguns no quadro de reserva. Número insuficiente, para a nossa atividade, não só a operacional diária, mas a que aumenta, devido aos eventos que nos obrigam a ter constantemente equipas presentes nos mesmos, o que também é uma sobrecarga para os elementos.

Que outras carências existem?
Ao nível de veículos, temos um parque automóvel bastante envelhecido. Todos os veículos de combate têm entre 25, 30, ou mais anos. Estávamos convencidos, na última atribuição dos fundos comunitários, que íamos ser contemplados com um veículo florestal, mas infelizmente não vai acontecer. Relativamente a instalações, o quartel começa a estar demasiado dentro da vila, com os constrangimentos que acarreta, tanto na circulação automóvel como no crescimento das próprias instalações. O espaço, hoje, não é adequado à realidade e operacionalidade de um corpo de bombeiros. Precisamos de espaço para treinar e de ter outras condições e acessibilidades.

Quais são as principais ocorrências?
Temos um grande número de pré-hospitalar. Apesar da população do concelho ter cerca de 15 mil habitantes, há um grande aumento de população flutuante, no período de eventos ou nas épocas festivas, que nos faz crescer estas ocorrências. Depois temos uma área florestal ainda significativa, com as matas nacionais, Serra da Pescaria e encostas de Raposos, uma circulação rodoviária também muito intensa. E outras coisas em que não pensamos, como o risco de sismo, de acidente ferroviário, tudo o que é orla costeira relativo a falésias, e ainda no socorro marítimo, mas aí mais no apoio à Autoridade Marítima Nacional.

Saiba mais na edição impressa e digital de 12 de maio de 2022.

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