Obesidade

Por estes dias foi notícia a obesidade, os tratamentos químico-farmacêuticos e a reivindicação da comparticipação de “medicamentos sujeitos a monitorização adicional” e de efeitos “ainda não totalmente esclarecidos” (in Infarmed).

Em Portugal temos vindo a verificar um aumento progressivo da taxa de obesidade, estimando-se que em 2035 cerca de 40% da população adulta seja obesa. O crescimento deste distúrbio de saúde, não só deve manter a sociedade preocupada, como em alerta para as graves consequências e comorbilidades da obesidade. A obesidade é um dos principais fatores de risco nas doenças cardiocirculatórias, na resistência insulínica que consequentemente leva à diabetes, no aparecimento de problemas respiratórios e apneia do sono, no desenvolvimento ou agravamento da artrite, no aumentado de vários tipos de cancro (endométrio, mama, cólon) e na inflamação crónica, entre outros.
A sociedade atual negligencia e menospreza a componente mais importante na saúde humana: a alimentação!
A indústria alimentar investe grandemente em marketing, com prioridade para o lucro e desconsideração da saúde dos consumidores. Na promoção de alimentos “mortos” em embalagens atraentes, sem nutrientes, ricas em calorias e com informação pouco clara, a indústria utiliza estratégias agressivas e influenciadoras da cultura social, associando este tipo de alimentos, inflamatórios e promotores de doença, a alimentação saudável, a momentos de prazer, a felicidade e a sucesso.
A postura flagiciosa, da indústria alimentar, leva à normalização de hábitos danosos e bastante nefastos!
É crucial reverter este cenário e colocar a alimentação no lugar de destaque que ela merece. É elementar: promover educação alimentar nas escolas e nas comunidades, instruindo e ensinando os princípios e benefícios de uma boa e saudável alimentação; implementar políticas públicas que incentivem o consumo de alimentos “vivos” e saudáveis, desencorajando o consumo de alimentos processados (“mortos”); garantir o acesso universal a alimentos frescos, nutritivos e a preços acessíveis; cada indivíduo assumir a responsabilidade pela sua alimentação, buscando informação confiável e escolhas saudáveis. É importante que os consumidores façam escolhas conscientes: prestando atenção ao teor de açúcar, gorduras saturadas e sódio; optando por fruta e legumes frescos da época, grãos integrais e carnes de “controlo biológico”; preparando as próprias refeições, permitindo o controlo dos ingredientes e a qualidade da comida; deixando de consumir alimentos processados, fast food, bebidas alcoólicas e refrigerantes.
Cada um de nós tem a liberdade e o livre-arbítrio para escolher o que come e de cuidar da
sua saúde!
Adotar uma alimentação simples, natural e saudável é um investimento em saúde, bem-estar e qualidade de vida!
Fazer escolhas conscientes e investir numa alimentação saudável, é fundamental para a construção de uma sociedade sustentável!
Lembre-se: você é o que você come!

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