Paulo Eusébio. “Tento ser um presidente aberto a todos”

Foto por Catarina Reis

Pela primeira vez no cargo, Paulo Eusébio conquistou a presidência da Junta de Freguesia da Cela nas últimas eleições autárquicas, em outubro de 2017, sucedendo a Paulo Mateus. Com cinco meses de mandato, o autarca faz um balanço deste período inicial.   

 

Porque se candidatou?
Nunca foi um objetivo ser candidato ou presidente de junta. Nunca trabalhei para isso. Sempre gostei de ajudar, ao nível de associativismo, Igreja, Associação de Socorros Voluntários da Cela. Estive 12 anos, por convite também, como presidente no futsal do Casal Velho. Gostei sempre de ajudar. Há muita gente que trabalha com o objetivo de ser candidato a presidente de junta, mas essa nunca foi a minha intenção. Quando me convidavam para ir numa lista, eu dizia «pões-me em último». Quando o Paulo Mateus me convidou, faltavam 15 meses para as eleições. Eu disse-lhe que não, porque não estava para aí virado. Depois, ele convidou-me novamente, no fim de ponderar, eu disse-lhe que em janeiro lhe dava uma resposta. Após falar com a minha família, aceitei mas com condições. Essas condições foram-me dadas ao nível do pessoal que estava com ele. E estou aqui, com unhas e dentes, a defender a minha terra.

Que balanço faz do trabalho até aqui?
Nunca tinha tido experiência como autarca. Estive vinte e tal anos na Assembleia de Freguesia, mas como membro. Tenho um balanço razoável desse papel, sou uma pessoa aberta a toda a gente, não escolho se são da direita ou da esquerda, se é amigo ou se não é: da porta para dentro, isso não existe. Sou um presidente para toda a gente. Nestes cinco meses, tentei, dentro das minhas posses, atenuar os assuntos. Alguns problemas, temos que resolver do dia para a noite, mas nada de urgente que tenhamos que decidir de um dia para o outro. Tento ser um presidente aberto a todos.

Como estava a situação financeira da junta e como está agora?
Está estável. O orçamento da junta ronda os 290 mil euros por ano. Serve para as despesas. Mas sempre que temos uma obra maior, temos que recorrer ao apoio da câmara municipal.

Quais os principais problemas da freguesia? O que fazer para os resolver?
Problemas há muitos e não se conseguem resolver todos. A minha vontade era resolver todos, mas amanhã o que vinha fazer? Um dos principais será o saneamento. Há toda uma parte do saneamento que está para começar a fazer. Só temos saneamento na sede da freguesia e há partes, umas mais que outras, que são urgentes. Depois, temos em mão a obra do centro escolar, que esteve parada uma semana, por causa das condições meteorológicas. É daquelas obras que está a andar: não está a andar como nós queremos, mas entretanto vai avançar.

Qual o pilar de crescimento da Cela?
O setor que está mais em destaque continua a ser a agricultura. Temos tido algum crescimento no turismo. Algum investimento, que está a começar a iniciar-se a nível do turismo rural.

 

(Saiba mais na edição impressa e digital de 5 de abril de 2018)

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